quinta-feira, 27 de abril de 2017

RESENHA DO LIVRO: O DIREITO PENAL DO INIMIGO E A LEI DE CRIMES HEDIONDOS- GABRIEL HABIB

Livro: O Direito Penal do Inimigo e a Lei de Crimes Hediondos

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Editora: Editora Impetus
Autor: Gabriel Habib
Páginas: 77 
Nota do livro: 9,5.
Valor: R$33,92 no site da editora
Resenha:

A proposta do livro abrange um aspecto bem polêmico, que seria o "Direito Penal do Inimigo", uma matéria que ainda não é tão aceito no nosso mundo jurídico. 

O livro na verdade é a tese de mestrado do autor que ele concluiu em Lisboa. O livro aborda várias questões dogmática do Direito Penal, onde explica de forma sucinta e clara a questão por ele mencionado. 

A obra investiga bem e detalha a Lei 8.072/90 (Lei de Crimes Hediondos), falando um pouco delas:

Terrorismo: Ele explica bem, o porque não temos no nosso ordenamento jurídico esse crime tipificado. Ele menciona também a Lei n. 7,170/83, onde teria tipificado o terrorismo a Lei de Segurança Nacional. 

Tráfico de Drogas: Assunto totalmente atual no nosso cotidiano, 

Tortura: Lembrando que não é um tema que precisamos ter muita atenção, apesar de não ser tão comum, mais ainda acontece. 

Abordando também alguns assuntos jurisprudenciais do STF. E fala outros crimes ligado a lei também. 

Livro totalmente didático, super auto explicativo, vale muito a pena a aquisição. Livro fininho mais fascinante. Tem que ser livro de cabeceira de qualquer criminalista.   





domingo, 12 de março de 2017

#ASSASSINOSEMSÉRIES: Marcelo Costa de Andrade – O Vampiro de Niterói


Marcelo Costa de Andrade é conhecido como o “Maníaco” ou “Vampiro” de Niterói. Ele, um garoto com cara de filhinho de papai de aparência inofensiva, é na verdade um psicopata religioso, um dos mais famosos seriais killers do Brasil. Filho de imigrantes pobres do Nordeste, Marcelo cresceu na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.
Ele viveu sem água corrente e apanhava regularmente do seu avô, do seu padrasto e da sua madrasta. Quando tinha 10 anos foi abusado sexualmente. Aos 14 começou a se prostituir para viver. Ele foi enviado para um reformatório, mas escapou. Aos 16 anos ele começou um relacionamento homossexual com um homem mais velho. Aos 17 anos tentou estuprar seu irmão de 10 anos.
Quando ele tinha 23 anos terminou sua relação homossexual e ele voltou a morar com sua mãe e seus irmãos que se mudaram para Itaboraí, cidade próxima a São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Lá encontrou emprego distribuindo panfletos de uma loja do bairro de Copacabana.
Ele também entrou para a Igreja Universal do Reino de Deus e começou a ir à igreja quatro vezes por semana. Apesar de algumas idiossincrasias e seu estranho e incoerente sorriso, sua vida parecia normal. Isto é, até Abril de 1991, quando aos 24 anos, ele começou a matar.Ao longo de um período de nove meses Marcelo registrou 14 mortes.
Suas vítimas eram meninos de rua que ele atraia para áreas desertas, estuprava e estrangulava. Ele também praticava necrofilia, decapitou um dos meninos, esmagou a cabeça de outro, e, em duas ocasiões, bebeu o sangue das vítimas.
Mais tarde, ele confessou que sua sede vampírica foi simplesmente para “tornar-se tão bonito quanto os meninos”. Violência no Rio é comum e a contagem de corpos por dia é tão grande que as autoridades nunca suspeitaram que o crescente desaparecimento de meninos pudesse ser trabalho de um serial killer. Geralmente eles são vítimas de grupos de extermínio.
Andrade confessou: “Eu preferia garotos porque eles são melhores e tem a pele macia. E o pastor disse que as crianças vão automaticamente para o céu quando morrem antes dos treze. Então eu sei que eu fiz um favor os enviando para o céu”.
Em dezembro de 1991 sua matança chegou ao fim quando ele “se apaixonou”, pelo garoto de dez anos Altair de Abreu e poupou sua vida. Marcelo encontrou o jovem e seu irmão de seis anos de idade Ivan no terminal de ônibus de Niterói.
Ele lhes ofereceu dinheiro para ajudar a acender velas para um santo na igreja de São Jorge. O sobrevivente à polícia: “Nós estávamos indo para uma igreja, mas como quando estávamos atravessando um terreno vazio, Marcelo virou Ivan e de repente começou a estrangulá-lo. Fiquei com tanto medo que eu não consegui fugir. Eu vi com atenção o horror, lágrimas escorriam pelo meu rosto, como ele matou e estuprou meu irmão.
Quando ele tinha acabado com Ivan, ele se virou para mim, me abraçou e disse que me amava”. Então ele convidou Altair para morar com ele. Assustado com a morte do irmão, o rapaz concordou em passar a noite com Marcelo no meio de arbustos. Na manhã seguinte, o assassino e o levou seu amado Altair para trabalhar com ele.
Quando chegaram o escritório estava fechado. O jovem aterrorizado conseguiu escapar. Ele pegou uma carona no caminho de volta para casa e disse à sua mãe que tinha se perdido de seu irmão. Alguns dias depois, pressionado por sua irmã, o menino disse a verdade. Enquanto isso Marcelo, um assassino verdadeiramente atencioso, voltou à cena do crime para colocar as mãos de sua vítima dentro da cueca ”para que os ratos não pudessem roer os seus dedos”.
Quando a família de Ivan foi à polícia, Marcelo, que manteve a sua rotina diária, foi preso calmamente na loja onde trabalhava no Rio de Janeiro. “Eu pensei que você ia vir ontem”, disse aos policiais. Inicialmente, a polícia pensou que o assassinato de Ivan era um caso isolado. No entanto, dois meses depois, a mãe de Marcelo foi chamado para depor sobre o estranho comportamento de seu filho.
Uma noite, ela disse, ele saiu de casa com um facão “para cortar bananas”. Ele retornou na manhã seguinte sem bananas. Em poucos dias Marcelo confessou 14 assassinatos e levou a polícia aos restos mortais de suas outras vítimas. Ele perguntou para policiais, se alguma vez pelo mundo, houve algum caso como o dele e disse que matou porque gostava dos meninos e não queria que eles fossem para o inferno.
Marcelo chegou a ser internado em um hospital psiquiátrico, mas hoje ele está na cadeia. Em fevereiro de 1997, Marcelo fugiu da cadeia e foi encontrado 1 dia depois no Ceará. Certa vez acreditavam que ele pudesse ter matado uma 15 vítima, dessa vez uma garota, mas, Marcelo disse que não matou nenhuma garota porque nunca gostou de garotas e que matar não adiantava, porque elas não iriam para o Céu de maneira nenhuma.

domingo, 5 de março de 2017

#ASSASSINOSEMSÉRIES: O maníaco de Goiânia


Ele diz ter uma raiva incontrolável dentro de si. Isso seria a causa da morte de até 39 pessoas na capital de Goiás

Thiago Henrique Gomes da Rocha diz que foi estuprado por um vizinho na infância, que era vítima de bullying na escola e que foi traído pela namorada. Aos policiais, disse que convive com um ódio irracional e que, por causa dos traumas, aos 17 anos já tinha vontade de matar. Esses foram os combustíveis para, entre 2011 e 2014, ele supostamente assassinar 39 pessoas e se tornar conhecido como “Maníaco de Goiânia”.
Thiago tinha preferência por mulheres, mendigos e gays, e seu método era aleatório. Em geral, atirava na vítima a distância, de uma moto, para logo em seguida fugir. Mas outras vítimas foram estranguladas ou mortas a facadas. Capturado em 2014, aos 26 anos, confessou cada um dos assassinatos, sem arrependimento. Ainda está aguardando julgamento, e sua defesa pede absolvição alegando que o réu é doente mental.
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Infância e adolescência

Tiago nunca conheceu o pai, que abandonou a família. Foi criado pelos avós e pela mãe, que teve um relacionamento com outro homem, raramente visto pelos vizinhos. Na época em que cometeu os crimes, moravam apenas ele e a mãe na casa. Nos depoimentos iniciais, afirmou que na infância havia sido abusado sexualmente por um vizinho e que teria sofrido bullying na escola e desilusões amorosas. Estes fatos, segundo disse, teriam provocado nele um acentuado sentimento de raiva.

Convívio social e familiar

Com um comportamento tímido, não despertava qualquer suspeita entre as pessoas que conviviam com ele, nem mesmo entre seus familiares e a própria namorada. Tiago morava com sua mãe. Um outro irmão mais novo, casado, não morava com eles.
Seu último emprego foi como vigilante em um hospital materno infantil, em regime de plantão. Tinha um relacionamento normal no trabalho, segundo seus colegas. Havia sido contratado dois meses antes de ser preso e estava ainda em fase de experiência na empresa, tendo passado por todo o processo necessário para a contratação.

Investigações

No curso das investigações, a Polícia Civil de Goiás obteve várias imagens de Tiago captadas por câmeras de segurança instantes depois e próximas aos locais dos crimes. Em algumas delas, ele aparece empunhando uma arma, em assaltos a pontos comerciais. A polícia procurava por um homem alto (aproximadamente 1,87m de altura), branco, com porte atlético que dirigia (de forma curvada, ocasionada pela altura avantajada) uma moto preta e capacete também preto.

Prisão

No dia 2 de agosto de 2014, minutos após o assassinato da adolescente Ana Lídia Gomes, de 14 anos em um ponto de ônibus do Setor Morada Nova, em Goiânia, a motocicleta que Tiago pilotava foi fotografada ao passar acima da velocidade permitida em um radar no Bairro São Francisco que fica nas proximidades. Como a placa do veículo era roubada, não foi um fato conclusivo para se chegar ao autor.
Em 4 de agosto, foi implantada uma força-tarefa pela polícia civil, da qual participaram dezesseis delegados, trinta investigadores e dez escrivães. As pistas investigadas, incluindo o registro fotográfico do radar, possibilitaram que a polícia chegasse até o autor dos crimes. Nas investigações, os policiais encontraram o registro da autuação entre cerca de 50 mil multas analisadas. Uma pista que também ajudou nas investigações foi a denúncia contra Tiago em 2013, por furtar uma placa de motocicleta no estacionamento de um supermercado, ação que foi registrada por uma câmera de segurança do estabelecimento. Além disso, ele já havia sido preso em flagrante e depois solto, também em 2013, por estar utilizando uma motocicleta com placa roubada. Estas pistas, entre outras, como os registros de câmeras de segurança em alguns assaltos que praticou, possibilitaram a emissão de um mandado de prisão para um homem branco e demais características físicas a que os investigadores haviam chegado e também as características da motocicleta e da placa adulterada. A prisão ocorreu no dia 14 de outubro de 2014 e Tiago foi encaminhado à Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) de Goiânia, onde foi interrogado e confessou os crimes. Em sua casa foram encontrados vários objetos reconhecidos como tendo sido utilizados nos crimes, incluindo um revólver, que confessou ter roubado da empresa de segurança em que trabalhava.
Uma semana depois da prisão, a polícia já tinha comprovado através de exames periciais, que pelo menos oito das vítimas tinham sido atingidas por projéteis disparados pela arma apreendida na casa de Tiago. O assassinato de um comerciante teria sido encomendado pela ex-mulher deste, por um pagamento de R$ 1 000,00, segundo seu depoimento.

Depoimentos iniciais e confissões

Tiago foi interrogado por oito delegados e durante os depoimentos, descreveu suas vítimas somente por números, "vítima número 1", "número 2", até chegar ao 39º assassinato. Dois dias depois de ser preso, tentou se matar, cortando os pulsos com o vidro de uma lâmpada quebrada, tendo sido socorrido, e os ferimentos considerados de pouca gravidade.
Em 22 de outubro, foi transferido para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Inicialmente foi instaurado um processo contra o réu por "posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito", crime para o qual é prevista prisão em flagrante.
Em novo depoimento, depois de sua transferência para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, Tiago confessou ter matado 29 pessoas e não 39, que havia confessado nos depoimentos anteriores.

Avaliação psicológica

Em outubro de 2014, pouco antes de ser transferido para a penitenciária de Aparecida de Goiânia, Tiago passou por uma avaliação psicológica informal, que não fez parte do processo, que o definiu como tendo o perfil de um assassino em série, com um comportamento diferente dos psicopatas comuns.
No início de fevereiro de 2015, Tiago foi avaliado por dois psiquiatras da Junta Médica do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, por um pedido formal dos juízes que presidem o processo. Nesta avaliação oficial, cujo laudo foi divulgado três semanas depois, Tiago foi diagnosticado como psicopata, mas considerado imputável (que é responsável legalmente e pode ser julgado pelos atos praticados).[

Assassinatos em série

Nos depoimentos iniciais, Tiago declarou que sua primeira vítima foi um rapaz de 16 anos, Diego Martin Mendes, em 2011. As duas próximas vítimas também foram homens, descritos por Tiago como homossexuais. Em seguida passou a matar prostitutas e moradores de rua. Tinha um padrão para estas primeiras execuções: prostitutas eram esfaqueadas, moradores de rua eram mortos a tiros e homossexuais eram estrangulados.
Em dezembro de 2012 matou mais um morador de rua e um outro em fevereiro de 2013. Em dezembro de 2013, assassinou uma jovem de 15 anos. A partir de então começou uma série de ataques apenas contra mulheres, a maioria jovens. Foram quinze mulheres assassinadas entre janeiro e agosto de 2014, todas mortas a tiros e sempre pilotando uma motocicleta, em que colocava placas roubadas.
Em 18 de janeiro, Tiago atirou em Bárbara Costa, de 14 anos de idade. No dia seguinte, foi a vez de Beatriz Moura, de 23 anos. Em 3 de fevereiro, matou Lilian Mesquita, de 28 anos. Em 14 de março foi Ana Maria, de 26 anos e em 23 de abril Wanessa Felipe, de 22 anos. Em maio e junho, matou mais sete mulheres, chegando a cometer dois assassinatos no dia 8 de maio e três no dia 15 de junho. Em julho, foram mais duas mortes e em 2 de agosto, supostamente o último assassinato, de Ana Lídia Gomes, de 14 anos.
Nos depoimentos seguintes, Tiago reduziu o número de assassinatos de 39 para 29, contudo as investigações continuaram em pelo menos 38 dos 39 confessados inicialmente.

Processos e condenações

Até março de 2016, havia 42 processos contra Tiago, sendo 35 por homicídio.
Em abril de 2015, Tiago foi condenado a doze anos e quatro meses de prisão em regime fechado (cabendo recurso da decisão) por dois assaltos a uma mesma agência lotérica, em setembro e outubro de 2014.
Em fevereiro de 2016, o réu foi a júri popular no 1º Tribunal do Júri de Goiânia, sendo condenado a vinte anos de prisão pelo assassinato da estudante Ana Karla Lemes da Silva, em dezembro de 2013.
Em março de 2016, o réu foi a júri popular no 1º Tribunal do Júri de Goiânia, sendo condenado a vinte anos de prisão pelo assassinato da estudante Juliana Neubia Dias, em julho de 2014.

Referências

  1. Ir para cima Tribunal de Justiça do Estado de Goias (10 de novembro de 2014). «Representação de prisão preventiva» (PDF). Consultado em 3 de dezembro de 2016
  2. ↑ Ir para:a b Marília Assunção (20 de outubro de 2014). «Vigilante que confessou 39 mortes diz que doava dinheiro roubado». Estadão Brasil. Consultado em 20 de outubro de 2014
  3. ↑ Ir para:a b «Polícia diz que vigilante usa números para se referir às 39 vítimas; vídeo». Portal G1. 17 de outubro de 2014. Consultado em 23 de outubro de 2014
  4. ↑ Ir para:a b c «Vigilante volta atrás e reduz para 29 o número de execuções, diz polícia». Portal G1. 22 de outubro de 2014. Consultado em 11 de fevereiro de 2015
  5. ↑ Ir para:a b c «Vizinhos de serial killer de Goiânia se dizem surpresos com a confissão». Folha de S.Paulo. 18 de outubro de 2014. Consultado em 26 de outubro de 2014
  6. ↑ Ir para:a b Marília Assunção (17 de outubro de 2014). «Vigilante que confessou 39 mortes fazia 'lista mental' das vítimas». Estadão Brasil. Consultado em 20 de outubro de 2014
  7. ↑ Ir para:a b c Silvio Túlio (17 de outubro de 2014). «Suposto serial killer afirma à polícia que sofreu abuso sexual na infância». Portal G1. Consultado em 23 de outubro de 2014
  8. Ir para cima «Vigilante pede 'perdão' por 39 mortes e diz querer tratamento médico». Portal G1. 17 de outubro de 2014. Consultado em 26 de outubro de 2014
  9. Ir para cima «Após morte de adolescente, suposto serial killer foi multado em Goiânia». Globo.com. 20 de outubro de 2014. Consultado em 20 de outubro de 2014
  10. Ir para cima Juliana Coissi (21 de outubro de 2014). «Novos exames confirmam autoria de vigilante de Goiás em mais dois crimes». Folha de S.Paulo. Consultado em 22 de outubro de 2014
  11. Ir para cima Aliny Gama (20 de outubro de 2014). «Suspeito de 39 mortes em Goiás diz à polícia que está com vontade de matar». UOL Notícias. Consultado em 20 de outubro de 2014
  12. Ir para cima «Psicóloga visita vigilante preso em Goiânia e o define como serial killer». Portal G1. 22 de outubro de 2014. Consultado em 23 de outubro de 2014
  13. Ir para cima «Suposto serial killer é psicopata, mas pode responder por crimes, diz laudo». Portal G1. 27 de fevereiro de 2015. Consultado em 3 de março de 2016
  14. Ir para cima Pedro Oliveira Jr. (19 de outubro de 2014). «Revealed: 'Gay-hating' Brazilian serial killer picked up a 16-year-old boy...» (em inglês). Daily Mail. Consultado em 20 de outubro de 2014
  15. Ir para cima Pedro Oliveira Jr. (18 de outubro de 2014). «Sickening details emerge of how Brazilian serial killer liked to stab prostitutes, choke gays and shoot homeless people...» (em inglês). Daily Mail. Consultado em 20 de outubro de 2014
  16. Ir para cima «Processos». Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Consultado em 11 de fevereiro de 2015
  17. Ir para cima «Suposto serial killer é condenado a 12 anos de prisão por assaltos em GO». Portal G1 Goiás. 17 de abril de 2015. Consultado em 16 de fevereiro de 2016
  18. Ir para cima «Serial killer de Goiás é condenado a 20 anos de prisão». UOL Notícias Cotidiano. 16 de fevereiro de 2016. Consultado em 16 de fevereiro de 2016
  19. Ir para cima «Serial killer de Goiás é condenado novamente e pega 20 anos de prisão». UOL Notícias Cotidiano. 2 de março de 2016. Consultado em 2 de março de 2016




domingo, 26 de fevereiro de 2017

#ASSASSINOSEMSÉRIES:O maníaco do açougue de Porto Alegre



No século 19, um ex-policial assassinou pelo menos oito pessoas, na maioria migrantes alemães, e transformou suas vítimas em lingüiça



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Numa pequena cidade de 20 mil habitantes a descoberta de dois assassinatos põe todo mundo apavorado. Tratava-se de um comerciante português e um caixeiro seu, jovem de 16 anos. Os restos dos dois foram encontrados num velho poço, no fundo do pátio de uma casa simples, localizada numa rua central, a uma quadra do palácio do governo estadual. Ambos tinham a cabeça aberta por golpe de machado e ambos tinham sido degolados. Para completar o quadro, junto a eles foi encontrado o cadáver de um cachorro, que os habitantes da cidade sabiam ser do caixeiro assassinado.
Foram presos um homem de 26 anos, José Ramos, nascido em Santa Catarina, e uma mulher que com ele morava, Catarina Palsen, húngara de nascimento, alemã de língua e cultura. Ele é acusado de ser autor dos assassinatos, ela de ser sua cúmplice. São levados a júri e condenados.
Mas isso não é tudo – aliás, isso é só o começo de uma história aterrorizante, que foi a matéria-prima do livro O Maior Crime da Terra, de Décio Freitas, historiador, jornalista e ensaísta morto em março de 2004.
A cidade em questão é Porto Alegre e o período em que se passa a trama marca na história brasileira e gaúcha a véspera da Guerra do Paraguai (1865-1870), para a qual o Rio Grande do Sul representou, além de base estratégica de operações, a fonte principal de mão-de-obra militar e mesmo de animais para corte e transporte.
Interessa mais ainda saber que este é um período em que as cidades brasileiras ainda vivem sem iluminação pública a gás – o que se usa são lampiões a óleo de baleia, fedorentos e extremamente poluidores – e ainda sem transporte público regular com bondes puxados a tração animal, que só em algumas partes são usados regularmente. Sem falar de água encanada regular ou esgoto, itens, quando não inexistentes, inacessíveis.
Sendo uma história acontecida na capital gaúcha, é preciso acrescentar elementos contextuais decisivos. Província mais ao sul do Império brasileiro, única fronteira viva do mundo luso com o castelhano, com uma larga faixa de território sendo palco de lutas sangrentas, o Rio Grande do Sul dos anos de 1860 vem de pelo menos duas guerras muito fortes: a Guerra dos Farrapos (1835-1845), guerra civil que opôs dois grupos locais, um favorável a um processo de independência da província em relação ao Brasil, outro favorável à manutenção da unidade do Império, tendo como centro econômico a produção e distribuição do charque, a carne salgada, principal produto do estado naquela altura; e a Guerra Contra Rosas (1851-1852), em que parte do exército brasileiro da região se envolveu em uma campanha para derrubar do poder um dos mais poderosos caudilhos platinos.
Porto Alegre não foi o palco principal de nenhuma dessas lutas, mas, sendo a capital, nela ecoavam todas as movimentações. A vida política, decisiva para as guerras, acontecia na capital. Da mesma forma, era nela que se refletia, e com enorme força, outra novidade social, econômica, cultural – a imigração alemã para o vale do rio dos Sinos, região localizada a uns 40 quilômetros da capital gaúcha, onde se fixou um fantástico contingente de colonos, a partir de 1824, que nos anos 1860 já produzia regularmente alimentos in natura ou em conserva, que eram exportados através do porto da capital.
Na capital gaúcha se desenvolvia um notável setor industrial e de serviços, grande parte do qual também era protagonizado por imigrantes de língua alemã – hotéis, padarias, açougues, alfaiatarias, charutarias, chapelarias etc. Estima-se que, dos 20 mil habitantes, 3 mil seriam de língua alemã, prussianos, saxões, boêmios, austríacos, suíços, mesmo belgas – e cada uma dessas origens contava com um serviço consular na cidade (no total, subiriam a duas dezenas os consulados).
No futuro imediato do período dos crimes, haverá a importante imigração italiana, a campanha abolicionista (que no Sul ganhou cores específicas), a propaganda republicana (idem, com um Partido Republicano de extrema disciplina e doutrina rígida) e, mais que tudo, uma outra guerra civil, entre 1893 e 1895, a Revolução Federalista, levante contra o governo republicano protagonizado por fazendeiros liberais, setores saudosos da monarquia e caudilhos insubmissos, que ficou conhecida como a “guerra da degola” – diz-se que uns 10% dos mortos daquele biênio tenham sido sacrificados com uma lâmina afiada cortando a garganta do infeliz.
José Ramos também degolou suas vítimas (e o cachorrinho). Quando foi preso, sua casa foi vasculhada. Descobriu-se uma outra ossada enterrada no porão, além de vários objetos que não pertenciam nem a ele, nem a sua companheira Catarina. Os exames cadavéricos conduziram a uma única conclusão: aqueles eram os restos mortais de um alemão, Carl Gottlieb Claussner, açougueiro sumido havia alguns meses. As coisas se complicavam para o assassino.
José Ramos era amigo de Claussner. Freqüentavam-se as casas, e o brasileiro havia dito a várias testemunhas que tinha comprado o açougue do alemão e que ele, em seguida, havia voltado para sua terra, a Saxônia.
Mais pessoas são inquiridas, entre as quais dois outros alemães: um certo Henrique Rittman, tratado nos autos pela alcunha de “o Corcunda”, e Carlos Rathmann, já bem mais velho, na casa dos 60 anos, bêbado notório. Com o aprofundamento das investigações, chegou-se ao horror maior: essa pequena gangue, liderada por José Ramos, havia matado outras seis pessoas, no ano de 1863, todas elas de ascendência germânica, algumas vindas das colônias para comerciar em Porto Alegre, outras de passagem pela cidade. E não apenas morreram essas pobres criaturas: da carne de seus corpos, José Ramos, com apoio maior ou menor dos outros, havia feito lingüiça. Lingüiça que o açougue de Claussner havia vendido, inclusive para as melhores famílias da pequena cidade.
Mas quem era José Ramos? Os processos desta terrível página da vida porto-alegrense, as memórias de alguns escritores da época e a parca bibliografia permite reconstruir o perfil do assassino. Matador compulsivo, um serial killer daqueles tempos bem mais inocentes, Ramos era filho de um português que lutara na Guerra dos Farrapos e de uma índia. Um dia precisou defender a mãe de ataque do próprio pai e do enfrentamento resultou a morte do velho. E foi apenas o primeiro horror de sua história.
Já morando em Porto Alegre, José Ramos foi empregar-se na polícia. Aparentemente em função de sua enorme truculência – há registro de surras medonhas que impunha a presos ou a simples suspeitos –, foi desligado do serviço formal, mantendo, no entanto, um vínculo empregatício sólido, como informante do chefe de polícia da capital, Dario Callado, outro sujeito conhecido por sua violência – a crônica conta coisas de arrepiar, como uma surra que ele aplicou em um tenente com quem disputou uma cantora de opereta de passagem pela cidade, ou um castigo desproposital em escravos que estavam apenas e simplesmente caminhando por uma calçada do centro quando o chefe de polícia passava.
No processo, depois do assassinato do comerciante e seu caixeiro (e o cãozinho), a posição de José Ramos foi estranha. O próprio Dario Callado conduziu o inquérito (e um dos julgamentos também). Isso significa que o acusado era, de certa forma, um funcionário privilegiado da autoridade processante. Isenção nenhuma – e Décio demonstra, ao analisar a técnica de interrogatório, que Dario amoleceu as coisas para José Ramos.
O resultado foi que da pena de prisão perpétua retrocedeu-se para uma prisão por tempo limitado, e mesmo assim, dada a intimidade de Ramos com os esquemas policiais da cidade, ele teve muitas regalias. Tanto assim que ele só morreu em 1893, internado na Santa Casa, leproso – dois anos depois da morte de sua parceira Catarina, que durante o processo foi quem mais contou coisas dos bastidores da atuação de Ramos. Este, por sinal, jamais admitiu ter cometido qualquer dos crimes por que foi condenado.
A história do homem que fabricou lingüiça com carne humana permaneceu na memória da cidade. Contemporâneos do fato deixaram relatos imprecisos, alguns francamente fantasiosos, sobre o estranho casal – ele, formalmente um desocupado, que sabia ler e escrever e atipicamente falava alemão, ela uma prostituta que nem falava a língua local e que, de repente, aparece como seguidora dos Muckers, aqueles cristãos singulares, luteranos mas místicos, de comportamento sexual aparentemente muito liberal, cuja expressão mais conhecida foi Jacobina Maurer, que vivia entre os colonos do vale do Sinos.
O caldo de cultura desse horripilante episódio contribuiu para sua permanência. Socialmente, a história aconteceu naquela faixa de gente pobre das cidades, num ponto em que imigrantes, nativos, portugueses e escravos de ganho conviviam, de alguma maneira. Na Porto Alegre daquele tempo, acrescia-se o detalhe de que os imigrantes de língua alemã pareciam estar tomando os melhores postos de trabalho aos portugueses e brasileiros. Mais ainda, os alemães eram vistos com reservas pela população em geral: além de trabalharem tanto quanto os negros escravos, eram luteranos num país que na prática não permitia nenhuma ascensão a quem não fosse católico. Isso sem falar no fato de que as mulheres dessa etnia em geral sabiam ler e tinham um desembaraço que as tornava, aos olhos luso-brasileiros, extraordinariamente livres, a ponto de terem relações sexuais antes de casar!
Essa história aconteceu numa cidadezinha pacata, cujas ruas ainda se chamavam por nomes docemente familiares – rua do Poço, da Praia, do Cotovelo, do Arvoredo. A poucas quadras da casa dos horrores, vivia um certo José Joaquim de Campos Leão, o Qorpo-Santo do teatro, que provavelmente freqüentava o mesmo Theatro São Pedro inaugurado com orgulho provincial em 1858 e certamente via as mesmas figuras passando daqui para lá. Quem sabe, indo ao açougue que uma vez pertenceu a Carl Gottlieb Claussner.

Referências

  • Freitas, Décio. O Maior Crime da Terra – O Açougue Humano da Rua do Arvoredo. Editora Sulina, 1998

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domingo, 19 de fevereiro de 2017

#ASSASSINOSEMSÉRIES: CHICO PICADINHO


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Chico Picadinho  alcunha de Francisco da Costa Rocha, é um assassino em série brasileiro que esquartejou 2 mulheres, em 1966 e 1976, respectivamente.
Filho de pai muito severo, sua mãe foi uma mulher que tinha muitos amantes e quase sempre casados.

Crimes

1º crime 

Francisco Costa Rocha cometeu seu primeiro assassinato em 1966, quando vivia uma vida muito boêmia, com muita bebedeira e mulheres, e também usava drogas. Com o passar do tempo, necessitava todos os dias fazer sexo, sair e beber muito. Seu primeiro assassinato, seguido de esquartejamento, foi em 1966. Sua vítima era Margareth, uma boêmia conhecida de seus amigos. Após passarem em alguns restaurantes e bares, Francisco a convidou para terem relações sexuais. Assim, ela aceitou ir ao apartamento, na época dele e de Caio (amigo cirurgião-médico da aeronáutica). Francisco nem chegou a consumar o ato. Após algum tempo, ele começou a ter um jeito violento, e começou a estrangulá-la com a mão, e terminou com o cinto. Após ver Margareth morta no quarto, pensou que deveria sumir com o corpo. Tirou o trinco da porta do banheiro para melhor locomoção, levou-a, e deitou de barriga para cima. Usou os primeiros que viu pela frente: gilete, tesoura e faca foram os principais usados. Começou a cortar os seios, depois foi tirando os músculos e cortando as articulações, a fim de que o corpo ficasse menor para escondê-lo. Vale ressaltar que Francisco esquartejou Margareth, pelo fato de ter medo das ações que viriam após ter causado sua morte, concluindo assim que teria de ocultar seu cadáver. Demorou de 3 a 4 horas até desmembrar a vítima e pô-la dentro de uma sacola (pois também sabia que o amigo com quem dividia seu apartamento estaria para chegar). Quando Caio chegou, Francisco disse que tinha uma coisa para contar, e falou que havia matado alguém. Não contou como, nem porque, mas disse que o corpo ainda estava no apartamento. Pediu um tempo para Caio para que pudesse avisar sua mãe e contratar um advogado. De fato, viajou à procura de sua mãe. Ao chegar, avisou uma amiga e não teve coragem de falar o que realmente acontecera, apenas informando que algo de grave havia ocorrido, e pedindo para avisar sua mãe. Ao retornar, seu amigo Caio havia avisado ao delegado de homicídios, que prendeu Francisco, que não reagiu à prisão em momento algum.

2º crime

Após liberado por bom comportamento, Francisco voltou a cometer um esquartejamento, porém, desta vez, destrinchou sua vítima com um cuidado muito maior, e tentou jogar alguns pedaços pelo vaso. A vítima se chamava Suely, e tinha vários codinomes. Depois de matá-la e esquartejá-la, tentando fazer com que o vaso levasse partes do corpo, não conseguiu pôr o corpo todo no vaso sanitário. Para se livrar do corpo, pôs pedaços dentro de uma caixa de papelão em um apartamento alugado em São Paulo, fugindo em seguida a Rio de Janeiro - de fato não fugiu a Rio de Janeiro, mas avisou seu amigo Caio, e após isso pediu certo tempo para avisar sua família e contratar um programador. Caio, já sabendo do crime, ficou sem saber ao certo o que devia fazer, e contatou a Delegacia de Homicídios.
Na época, a exibição pela imprensa das fotos de suas vítimas cortadas em pedaços sensibilizou bastante a opinião pública, fazendo com que o criminoso fosse condenado a 30 anos de prisão.

Prisão

Em 1994, Chico Picadinho passa por um novo exame de sanidade mental, e por ser considerado perigosíssimo no resultado, continua preso até hoje, apesar de já ter cumprido a pena máxima prevista pelo Código Penal brasileiro, que corresponde a um período de trinta anos. Hoje, encontra-se no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Arnaldo Amado Ferreira, na cidade de Taubaté.
Estudante de Direito à época dos crimes, Chico Picadinho é um homem muito lúcido. Até hoje, passa seus dias praticando pintura. Ao cometer seus crimes, ele agiu sob a influência do romance Crime e Castigo de Dostoiévsky, a quem chamou de Deus numa entrevista. Também é um grande fã de Kafka.

Referências

  1. Ir para cima Domingos, Roney (21 de Setembro de 2010). «Juiz determina que Chico Picadinho continue internado». g1.globo.com. Consultado em 16 de Setembro de 2013Condenado pela morte e esquartejamento de duas mulheres, em 1966 e em 1976
  2. Ir para cimaRodrigues, Márcio (18 de Novembro de 2012). «Advogado de Chico Picadinho fala da espera do cliente pela liberdade». g1.globo.com. Consultado em 16 de Setembro de 2013Apesar do Código Penal prever que ninguém deva ficar mais de 30 anos preso, o caso de Chico Picadinho é considerado uma exceção. Por isso, ele poderá ficar detido por prazo indeterminado, já que está interditado judicialmente.
  3. Ir para cima «Serial Killer: Chico Picadinho na The Horrorpédia». Thehorrorpedia.com. Consultado em 8 de janeiro de 2011
  4. Ir para cima Chico Picadinho ou Francisco da Costa Rocha Folha de S.Paulo reproduzindo o Notícias Populares