quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Autora continua a obra de Agatha Christie e lança livro protagonizado por seu mais famoso detetive



Escritora inglesa Sophie Hannah teve bênção dos herdeiros da ‘rainha do crime’


Agatha Christie. Livros da escritora, morta em 1976, ainda vendem quatro milhões de exemplares por ano - Arquivo

LONDRES — Três corpos são encontrados em diferentes suítes de um hotel de luxo em Londres. O ano é 1929. Os hóspedes foram envenenados na mesma noite, e uma pista foi deliberadamente deixada: na boca de cada vítima havia uma abotoadura de ouro com as iniciais PIJ. Enquanto os agentes da Scotland Yard não sabem nem por onde começar, um detetive belga, com bigode excêntrico e cabeça em formato de ovo, já desembarca no cenário macabro juntando as peças do quebra-cabeça. Hercule Poirot, um ícone pop da literatura policial, está de volta.




Conforme anunciado recentemente, pela primeira vez desde a morte de Agatha Christie, em 1976, os herdeiros da escritora britânica permitiram a publicação de um livro inédito com um personagem criado por ela. Com lançamento mundial na próxima segunda-feira, “Os crimes do monograma” (Nova Fronteira) é uma das obras mais aguardadas do ano. A assinatura de Christie está na capa, acima do nome da verdadeira autora: a também britânica Sophie Hannah, romancista e poetisa de 43 anos. O desafio — ou a ousadia, como diriam alguns — de retomar a trajetória de Poirot caiu por acaso no colo de Sophie, leitora obsessiva da “rainha do crime” desde a adolescência e responsável por oito thrillers publicados em mais de 20 países.

Há cerca de dois anos, a família de Agatha começou a discutir com a editora Harper Collins fórmulas que fossem além de relançamentos para atrair leitores das novas gerações — embora seus títulos ainda vendam quatro milhões de exemplares por ano. Coincidentemente, Sophie apresentara a seu agente literário uma trama policial que não se encaixava no século XXI. Era um suspense ideal para uma Londres mais aristocrática, já extinta. Os dois projetos se juntaram naturalmente, contou o neto de Agatha Christie, Mathew Prichard, o principal administrador do espólio da escritora:

— Pode parecer mentira, mas não houve disputa alguma para escolher um escritor. Aceitamos a ideia de Sophie e demos início às conversas. A única coisa que queríamos era que o autor fosse um grande fã de Agatha Christie.

SIGILO E LANÇAMENTO HOLLYWOODIANO


“Os crimes do monograma” é, segundo Sophie, uma carta de amor para a autora de “Morte no Nilo” e “Assassinato no Expresso do Oriente”. Seu Poirot é absolutamente fiel ao original. Estão ali as manias, o conhecimento da psiquê humana, o egocentrismo, a falta de paciência com os tolos e a preocupação em estimular suas “pequenas células cinzentas”. O detetive, herói de 33 histórias, morreu em “Cai o pano”, publicado por Christie em 1975 para desespero de uma legião de seguidores fanáticos (até hoje é o único personagem fictício a ter merecido um obituário na capa do “New York Times”).

Sophie não o ressuscitou. Na trama, Poirot já está aposentado, mas mantém o faro investigativo. A nova aventura tem início com a chegada de uma mulher que interrompe seu jantar para dizer que vai ser assassinada, deixando bem claro que merece o castigo.

— Jamais sonharia em desfazer algo que Agatha Christie criou — esclareceu Sophie, durante a apresentação do livro em Londres. — Fui purista nesse sentido. Poirot é um personagem brilhante, adorado mundo afora. Seria um equívoco mudá-lo, fazendo-o andar de patins ou assar cupcakes, por exemplo — brincou.

Escritora premiada na Inglaterra, Sophie, uma ex-aluna da Universidade de Cambridge, não tem pose de celebridade, mas tampouco treme diante das câmeras. Rebate com segurança e um típico humor britânico, autodepreciativo, as inevitáveis comparações. A história poderia ter saído da mente de Agatha Christie, mas Sophie insiste que não tentou imitar seu texto.

— Nunca pensei em substituí-la. Não me vejo como alguém que quer calçar seus sapatos, apenas engraxá-los — assegurou.

A preparação do livro foi cercada de sigilo para evitar vazamentos e tratada como uma megaestreia hollywoodiana. Responsável pela edição no Brasil, Renata Sturm considera Poirot uma criação atemporal e acredita que os leitores que já devoraram suas aventuras não vão tomar um susto.

— A essência foi mantida. O toque de inovação vem de novos personagens — afirma.

A história é narrada por um novo parceiro do detetive belga, o jovem policial Edward Catchpool. Cético e sem muita autoconfiança, ele é um contraponto divertido ao exibido protagonista que desfila pelos corredores do fictício Hotel Bloxham, cena do crime, onde xícaras de chá sempre podem conter cianureto. Nunca se sabe.

O Globo

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

RESENHA: LIVRO: As 200 Maiores Controvérsias do Direito Penal - Parte Geral - Doutrina e Jurisprudência- Francisco Dirceu Barros - Edição 1ª 2012

As 200 Maiores Controvérsias do Direito Penal - Parte Geral - Doutrina e Jurisprudência - Francisco Dirceu Barros - Por R$ 59,42

O presente livro rompe com formas e conteúdos de algumas doutrinas onde mostram as nítidas controvérsias do direito penal, com as decisões recentes, podemos elucidar de forma mais fácil e ampla o que norteiam a parte geral.

Este livro vem á luz, pois, juntamente com desabrochar de novas perspectivas para os operadores do direito, trazendo informações necessária, onde existem as riquezas de detalhes, o que é bastante importante para o direito brasileiro, utilizando as mais recentes jurisprudências, dando mais credibilidade á obra e mostrando como é fácil as teses e defesas penais.

Sem dúvidas, a melhor obra que existe no mercado, principalmente porque as clarezas dos fatos e o conteúdo que existem em um só lugar, auxiliando o entendimento das mais simples até as  complexas decisões. 

Podemos notar que não há limites, para o esgotamento do assunto, leitura fácil, obra totalmente didática e prática, onde o principal objetivo é de reavivar os conhecimentos dos operadores do Direito.

Onde o autor demonstra os pontos mais polêmicos ao esclarecer, com maestria, as controvérsias existentes, são esses passos importantes com obras desses conteúdos que podemos fazer um Direito verdadeiro e justo.

Uma obra com toda certeza inédita,  por meio da qual o autor comenta, em detalhes, toda parte geral do direito penal, abordando os assuntos mais complexos de uma forma única.

Parabéns, é uma excelente obra que indico várias vezes, posso dizer que é uma das melhores obras que eu li na minha vida, percebi que de uma forma simples, predomina um assunto único.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

RESENHA DO LIVRO: No Tribunal do Júri - 5ª Ed. 2013- BONFIM, EDILSON MOUGENOT

Como falamos essa semana nas nossas redes sociais, iriamos começar a fazer resenhas dos livros que a equipe do Grupo Ciências Criminais, anda lendo.

O nosso primeiro é o livro 'No Tribunal do Júri' do Promotor de Justiça de São Paulo Dr. Edilson Mougenot Bonfim. 





Resenha:

Esse livro não pode faltar na biblioteca de um CRIMINALISTA, digo isso, porque o livro é ótimo, Ele forma um CRIMINALISTA, totalmente didático e sem dizer com diversas aulas de direito penal, criminologia, direito processual penal, medicina legal entre outras matérias.

Tem vários julgamentos que o Dr. Edilson presidiu, dentre eles um do 'MANIACO DO PARQUE', uns dos melhores livros que já lemos, acerca do tribunal do Júri, abrange conteúdo que só vivenciamos na prática, o que não aprendemos na faculdade, aprendemos nesse livro. Como dizemos no começo um livro, com gostinho de quero mais.

EXCELENTE 



Vou colocar a sinopse dele: (retirado do site do próprio autor)

Quem assina esta obra não é o penalista ou o processualista teórico, apenas, porque traz o trabalho, sobretudo, a rubrica do tribuno. De tribuno que começou ainda muito jovem a iluminar com seu talento o Júri que restava esquecido e, hoje, é festejado como um dos seus maiores expoentes. Autor de várias obras jurídicas e de uma infinidade de artigos, conferencista emérito, defensor intransigente e apaixonado pela Instituição que ensina e labora, não há Estado brasileiro em que o Prof. Edilson Mougenot Bonfim não tenha lecionado a matéria de sua vocação. Foi o Presidente do I e do II Congresso Nacional de Promotores do Júri (Campos do Jordão, 1995, e Belo Horizonte, 1998, respectivamente), ministrando cursos e seminários a acadêmicos, Advogados, Juízes e Promotores em todo o território nacional, podendo ser considerado o principal responsável pela revigoração da Instituição nos últimos anos no Brasil. É também professor visitante de diversas universidades européias. Esta obra, a par de um profundo mergulho na inteligência do Júri, compila alguns debates dos grandes julgamentos de que participou, e este é seu ponto alto - o professor desce da cátedra para fulgurar com destemor nos duros embates da tribuna, sustentando com vigor o libelo em favor da sociedade. A energia, a profundidade, a convicção, a erudição, a ironia, o poder de argumentação e, por que não dizer, a ousadia de suas colocações o fazem um orador torrencial, diferenciado e imbatível, um dos maiores oradores da história do foro criminal brasileiro, no unânime testemunho de seus pares. Não há como o leitor deixar de se envolver pela palavra que descreve os fatos, transportando-se no tempo para vivenciar o julgamento. A Saraiva orgulha-se em poder entregar aos leitores as melhores páginas do Júri brasileiro, retratadas e expostas por quem o faz e o conhece. Mas a obra vale muito mais. Vale não só como um curso de Júri, de direito e de processo penal, como por um curso de vida, ainda que se trate do sombrio tema da morte, pressuposto do homicídio. Porque há uma profunda reflexão filosófica em cada palavra pronunciada; sobre cada oração construída, existe mais que o belo da palavra justa, mas a ponte e o propósito de justiça que se liga à palavra bela; há muito do homem, na "arena da palavra", tal como é chamada pelo autor. Em debates reais, o tribuno desfila o histórico de uma vida, em defesa da sociedade e da memória da vítima que a perdeu, repondo peça por peça do quebra-cabeça do delito, trazendo aos jurados uma imagem verdadeira do fato pretérito; e tudo com a precisão de um cirurgião que, diante da realidade, desvela os segredos de seu ofício.Este é o livro que faltava à literatura jurídico-penal. Além dos casos, ricos em detalhes emocionantes, um dos tópicos abordados, - "A Formação do Criminalista" - poderia, igualmente, emprestar-lhe o nome, porque, em rigor, a obra é um curso histórico, teórico e, sobretudo, prático da formação e do aperfeiçoamento de todo aquele que milita no foro criminal. Mas o título ainda seria injusto, já que o trabalho reflete não só a história viva do Júri no Brasil e no mundo, como ainda analisa sua própria fisiologia, levantando o véu de mistério que recai sobre a Instituição, revelando-a por inteiro. Quando esta obra vier a lume, o autor estará promovendo conferências de direito e de processo penal na França, a par do que, em setembro de 2000, será o Presidente Executivo do I Congresso Mundial do Ministério Público, que se realizará em São Paulo. 

"...o sucessor de Roberto Lyra."Evandro Lins e Silva
"O seu batismo de fogo nos auditórios forenses o colocou logo em ritmo e plano de competição com notáveis
advogados de uma linhagem de tribunos que encanta com a palavra e seduz com o argumento."
René Ariel Dotti
"Mestre do Júri."Evaristo de Moraes Filho

"...brilhante, talentoso, de grande cultura, de cultura eclética, filosófica, literária e jurídica..."Waldir Troncoso Peres

"...só comparável aos maiores. Uma das mais fecundas inteligências que o Júri revela ao Brasil..."Carlos de Araújo Lima

"...A propósito, hei de reconhecer que se existe um motivo nesta minha vida profissional pelo qual discuto com o destino é o de não ter vivido e participado daquela época, da advocacia romântica do Rio de Janeiro. De ter podido assistir a Roberto Lyra, o maior promotor do júri. Contudo, o destino me reservava uma surpresa: não assistiria a Lyra, mas conheceria Edilson Mougenot Bonfim, o melhor da atualidade brasileira, orador sem concorrentes, orgulho do Ministério Público, que não faz acusação, dá uma sentença, que eterniza Lyra, mas não pode ser considerado seu prolongamento porque é único e original."Carlos Magno Couto

Gostou? Quer adquirir? 





segunda-feira, 1 de setembro de 2014

OS 15 ADVOGADOS MAIS PODEROSOS DO BRASIL

Se todos têm direito à defesa, logo todos têm direito a um advogado. A depender do tamanho da conta bancária do cliente, é possível ter os melhores à disposição. A revista GQ consultou os mais tradicionais escritórios brasileiros* para saber quem são os advogados mais renomados, reconhecidos e poderosos do país, em seis áreas do direito.
(*Os escritórios consultados foram Trench, Rossi e Watanabe; Demarest; Pinheiro Neto;
Machado, Meyer, Sendacz e Opice; Levy & Salomão; Leite, Tosto e Barros; Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra; Martinelli; e Silveira, Athias, Soriano de Mello, Guimarães, Pinheiro e Scaff.)
Márcio Thomaz Bastos
Penal
Márcio Thomaz Bastos (Foto: GQ)
No início dos anos 2000 Thomaz Bastos já ostentava a fama de ser um dos mais renomados criminalistas do Brasil. Já defendeu o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, e o médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por ter abusado sexualmente de clientes de sua clínica de fertilização. Também acusou os assassinos do seringueiro Chico Mendes, Darly e Darcy Alves Ferreira, e o algoz de Sandra Gomide, o jornalista Antônio Pimenta Neves – atuou como assistente da promotoria em ambos. Em 2003, sua extensa biografia foi ampliada ao assumir o Ministério da Justiça. Desde então, boa parte da cúpula petista, a começar pelo ex-presidente Lula, não dá um passo sem consultá-lo. A proximidade com a política rendeu-lhe a condição de um dos advogados mais bem pagos do país. Prova disso é a aquisição da sede própria do escritório que mantém com dois sócios, um andar inteiro de um prédio de alto padrão na Avenida Faria Lima, em São Paulo, por  R$ 2,8 milhões. Especula-se que só a defesa do bicheiro Carlinhos Cachoeira tenha custado R$ 15 milhões em honorários. De homicidas a bicheiros, Bastos, hoje com 79 anos, costuma dizer que só recusa casos de acusados de crimes violentos contra crianças.
Pierpaolo Cruz Bottini
Penal
Pierpaolo Cruz Bottini (Foto: GQ)
Desde o fim de 2012, o jovem advogado Bottini pode exibir em seu currículo o feito de ter conseguido a absolvição de seu cliente, o ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP), no ruidoso processo do mensalão. Com um detalhe: foi o único dos poucos réus que escaparam da condenação com o voto favorável do implacável relator da ação e presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. Para Pierpaolo, o mensalão pode ser considerado um divisor de águas em sua carreira de criminalista. “Teve gente que assistiu à minha sustentação pela TV Justiça e me ligou para me contratar”, conta. O trabalho foi árduo. Na véspera do início do julgamento, o advogado costumava colocar o filho, de apenas 6 meses, sentado no sofá para treinar o que diria aos 11 ministros no plenário do tribunal – a ponto de muitos acreditarem que a primeira palavra do menino seria “mensalão”. Apesar do êxito de sua atuação, a carreira do criminalista de 37 anos é recente. Começou logo após sua saída do Ministério da Justiça, junto com seu mentor, Márcio Thomaz Bastos. Pelas mãos do então ministro da Justiça foi levado a integrar a equipe do primeiro mandato do governo Lula. De tão jovem, o time montado pelo ex-ministro foi apelidado de “berçário de Thomaz Bastos” na Esplanada dos Ministérios.
Francisco Müssnich
Operações financeiras
Francisco Müssnich (Foto: GQ)
Os últimos meses na vida de Müssnich foram de muito trabalho. Seu escritório foi escolhido pelo Comitê Organizador Local da Copa, o que o colocou à frente de todas as questões jurídicas do segundo maior evento esportivo do mundo. Qualquer contrato do COL – até a compra de material de escritório – passou pelo escritório. Antes da Copa, ele já havia atuado para a CBF e seu ex-presidente, Ricardo Teixeira. Aos 59 anos, é conhecido por ser um solucionador de problemas e por ter participado de alguns dos mais ruidosos negócios ocorridos no Brasil. Um deles foi com André Esteves, o banqueiro que em 2006 vendeu o Banco Pactual para o suíço UBS por US$ 3,1 bilhões e três anos depois o recomprou por US$ 2,5 bilhões. "Não adianta ser competente, tem que ter estrela, como o Esteves”, diz. Ele também atuou na venda da Brasil Telecom, em 2008. Durante cinco dias, chegou a tomar banho no escritório do cliente e foi para
casa só duas vezes. “Me considero um workaholic, mas tento fazer disso uma coisa prazerosa."
Arnoldo Wald
Cível
Arnoldo Wald (Foto: GQ)
Todo mundo conhece alguém que tenta recuperar parte dos rendimentos da poupança perdida durante os planos econômicos das décadas de 80 e 90 na Justiça. Afinal, são 400 mil processos em todo o país e uma conta de R$ 150 bilhões a ser paga pelos bancos, caso os poupadores saiam vitoriosos. O que poucos sabem é que, na outra ponta da maior disputa judicial em andamento no país, está Arnoldo Wald. O advogado, de 81 anos, defende a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) na ação que corre no Supremo e que dará a palavra final sobre a validade da correção das cadernetas, feita por um índice abaixo da inflação. A correção da poupança é certamente o maior caso em que Wald atua, mas ações bilionárias não são exatamente uma novidade para ele. Apenas um de seus clientes – a Varig – pleiteia no Supremo uma indenização de R$ 6 bilhões da União pelos prejuízos causados pelo congelamento de preços das passagens aéreas durante os anos 80 e 90.
Jairo Saddi
Contratos comerciais
Jairo Saddi (Foto: GQ)
Foi na década de 90, em meio à crise que levou vários bancos à falência, que Saddi recebeu o telefonema de um banqueiro perguntando se estava indo almoçar. Já no restaurante, o cliente disse que não havia jantado no dia anterior e não tinha dinheiro para o almoço. “Todos os seus bens estavam bloqueados pela Justiça.” Saddi pagou a conta do hoje ex-banqueiro, um dos muitos com quem conviveu na carreira. Pelas mãos do advogado já passaram 40 liquidações de bancos, a maior delas envolvendo R$ 2,7 bilhões. Somente no caso do falido Banco Santos, Saddi representa clientes com R$ 1 bilhão a receber. Especialista em direito bancário, autor de nove livros e presidente do conselho da escola Insper Direito, ele já atuou para todos os grandes bancos do país. Daí porque coleciona histórias curiosas como a do almoço pago ao banqueiro falido. Ou quando foi padrinho do casamento do maior credor de um banco com a filha do ex-banqueiro devedor. O relacionamento começou no auge do litígio e ainda resultou em um acordo entre credor e devedor.
Édis Milaré
Meio ambiente
Édis Milaré (Foto: GQ)
Até agora a Justiça contabiliza 23 ações civis públicas abertas contra a construção de Belo Monte, a terceira maior usina hidrelétrica do mundo. Em todas elas, o consórcio Norte Energia, responsável pela obra, conta com a experiência de Édis Milaré na defesa do projeto. Aos 70 anos, ele é um dos mais reconhecidos advogados da área de meio ambiente do Brasil – além de Belo Monte, atua para Vale,  Suzano e Camargo Corrêa. Mas nem sempre foi assim. Milaré passou boa parte de sua carreira do outro lado do balcão, como promotor do Ministério Público de São Paulo. Lá, foi o responsável pela proposição da primeira ação civil pública destinada a ressarcir, aos cofres públicos, os prejuízos causados por danos ambientais provocados por empresas, ainda em 1983. A ação, aberta contra uma empresa que asfaltava a recém-construída estrada Rio-Santos e, na explosão de uma pedreira, acabou atingindo um duto da Petrobras, espalhando óleo pelos cursos d’água e manguezais da região de Bertioga, não deu em nada. Mas inaugurou uma nova era para o Ministério Público de todo o país, que passou a atuar também na defesa do meio ambiente. Em 1995, Milaré deixou o MP e passou a advogar. "Estou em outra posição, mas sem trair meus princípios", diz o advogado, que garante não serem poucos os trabalhos que recusou em sua carreira. "A primeira pergunta que faço é: você está disposto a resolver o problema?"
Marcelo Ferro
Cível
Marcelo Ferro (Foto: GQ)
Entre seus clientes estão nada menos do que cinco das maiores construtoras do país: Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez e Odebrecht. No caso da Odebrecht, Ferro advoga para várias empresas do grupo e frequenta a casa da família baiana – embora isso se deva mais a uma relação de parentesco (seu irmão é casado com uma irmã de Emílio Odebrecht). Não é o caso da amizade com Abílio Diniz, ex-dono do Grupo Pão de Açúcar e presidente do Conselho de Administração da Brasil Foods. Foi Ferro quem defendeu Diniz na disputa com Arthur Sendas, então dono do Grupo Sendas, que se associou ao Pão de Açúcar em 2003. Os dois ícones do varejo brasileiro se engalfinharam numa disputa societária em 2007 que culminou na venda do Sendas ao grupo paulista em 2011. Na época, Diniz achou Ferro jovem demais (hoje tem 50 anos). Depois do litígio, nunca mais largou o advogado, acionado em todas as disputas que patrocina. Entre elas, o litígio com a ex-dona do Ponto Frio, Lily Safra. "Em matéria de briga, sou advogado do Abílio."
Sérgio Bermudes
Cível
Sérgio Bermudes (Foto: GQ)
Qual é o pior cliente que um advogado pode ter? Hoje, certamente, um deles é Eike Batista, que sonhava ser a pessoa mais rica do mundo em 2015 e, no ano passado, perdeu US$ 28,8 bilhões, tornando-se um devedor. Pois Bermudes, de 68 anos, é quem tem a árdua tarefa de auxiliar o empresário a equacionar suas dívidas e sair do buraco. O advogado é o responsável pelo pedido de recuperação judicial da OGX, empresa de petróleo de Eike Batista que em 2008 fez uma das maiores ofertas de ações da história da bolsa de valores brasileira, captando R$ 6,7 milhões, e que, em outubro do ano passado, informou ao mercado que não pagaria suas dívidas. Com isso, no entanto, o advogado não se preocupa. Ele conta que já foi pago com rapadura pela mãe de um rapaz que não tinha dinheiro para bancar a defesa e com sonhos recheados de camarão, feitos por uma cliente desalojada de sua casa. Mas diz que, de cliente abastado, nunca levou calote. “Os ricos sempre me pagaram, graças a Deus!”
José Roberto Opice
Operações financeiras
José Roberto Opice (Foto: GQ)
Se hoje a Ambev é a empresa brasileira com maior valor de mercado, superando os US$ 110 bilhões, parte desse sucesso deve-se a Opice, sócio do Machado Meyer, Sendacz e Opice Advogados, um dos maiores escritórios do país. Foi ele quem orquestrou, em 2004, a fusão da companhia com a belga Interbrew, que culminou na criação da maior fabricante de bebidas do mundo. Nada na operação foi fácil, conta o advogado responsável pela primeira união de uma gigante brasileira com uma estrangeira. O grau de dificuldade de uma operação desse porte é enorme, mas não chega a ser novidade para Opice. Ele foi um dos principais advogados do consórcio de empresas contratado pelo governo em 1997 para moldar a venda da Vale. Isso em um momento em que privatização era palavrão e gerava enorme polêmica. “Foi muito dramático”, diz. A dedicação fora do comum e o intenso ritmo de trabalho era costume. No mesmo ano, participou da venda do Bamerindus ao HSBC. “Criamos um banco em 24 horas”, conta. A última grande operação em que atuou – a venda do Grupo Ipiranga por R$ 4 bilhões – rendeu-lhe um problema na coluna. Aos 68 anos, Opice tem hoje uma rotina mais leve e já prepara sua aposentadoria, que deve ocorrer em dois anos. “O advogado de negócios tem um limite de idade.”
Nelson Eizirik
Contratos comerciais
Nelson Eizirik (Foto: GQ)
Menos de uma semana antes do anúncio da fusão entre o Itaú e o Unibanco, em 3 de novembro de 2008, um pequeno grupo de advogados foi chamado para redigir e revisar os contratos que criariam o maior banco do Hemisfério Sul. Entre eles estava Nelson Eizirik, hoje com 64 anos, um dos maiores especialistas brasileiros em sociedades anônimas, posição que disputa com seu sócio, Modesto Carvalhosa, ambos titulares da banca Carvalhosa e Eizirik Advogados. Ele conta que a fusão foi feita em apenas um fim de semana. Nesse período, ficou à disposição das famílias Moreira Salles e Setubal para finalizar o negócio, engendrado em completo sigilo ao longo de meses, sempre em reuniões na mansão de um dos executivos do Itaú, que ganhou o codinome de “hotel” para evitar o vazamento da operação. Autor de 20 livros e ex-diretor da Comissão de Valores Mobiliários, Eizirik, acostumado a lidar com as mais complexas questões societárias, diz que a união dos dois concorrentes foi tranquila. “Foi tão pacífico que não tinha quase nada para fazer.”
José Luís de Oliveira Lima
Penal
José Luís de Oliveira Lima (Foto: GQ)
Aos 47 anos, Oliveira Lima tornou-se um dos criminalistas mais requisitados do país durante o mensalão. É de Juca, como é chamado, a defesa do réu mais importante do processo: José Dirceu. O ex-chefe da Casa Civil de Lula chegou a ele por indicação de seu tio, o criminalista José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça de FHC. Em 2006, quando o Ministério Público ofereceu denúncia à Justiça acusando um esquema de compra de votos no Congresso, Dirceu procurou Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para se aconselhar. Diante do viés político do caso, Kakay recomendou contratar um advogado próximo aos tucanos – e indicou José Carlos Dias. Já comprometido com a defesa do Banco Rural no processo, o tio indicou Juca. Foi um salto em sua carreira, mas também sua maior derrota. “É inegável que foi uma derrota, e sofro com ela”, admite. Hoje amigo de Dirceu, Juca o visita na prisão pelo menos uma vez por semana e diz que o momento mais difícil foi ter que entregá-lo na cadeia. “Nunca tinha passado por isso.”
Carlos Ari Sundfeld
Infraestrutura
Carlos Ari Sundfeld (Foto: GQ)
Qualquer brasileiro com mais de 35 anos se lembra da patética situação de ter que entrar numa fila para comprar uma linha telefônica e aguardar anos até ser contemplado. Se hoje bastam apenas alguns dias para viabilizar isso, boa parte do mérito é de Sundfeld. O advogado é o autor da Lei Geral de Telecomunicações, em vigor desde 1997, que permitiu a privatização da Telebras, a abertura do mercado e a criação da primeira agência reguladora do país, a Anatel. A missão de reformular a lei foi dada pelo já falecido Sérgio Motta, o ministro das Comunicações de FHC, com um pedido especial para que dispensasse a Anatel de fazer licitações, o que contrariaria a Constituição. A resposta do jurista foi a criação do pregão, mecanismo inédito que, de tão eficiente, foi estendido a todo o governo pouco tempo depois. Aos 53 anos e do alto de sua sabedoria sobre o setor de telecomunicações, Sundfeld parece não usufruir de sua criação: “Não tenho celular e nem sei de cor o telefone de casa”.
Arnaldo Malheiros Filho
Penal
Arnaldo Malheiros Filho (Foto: GQ)
Se existisse um top of mind para classificar os criminalistas mais lembrados, Malheiros Filho estaria, sem dúvida, no topo da lista. Considerado um dos melhores do país, o advogado já defendeu Paulo Maluf, Orestes Quércia e Fernando Henrique Cardoso, além do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, para quem advoga no processo do mensalão. Como advogar para personagens tão diversos e controversos? “Tendo uma atitude profissional e nenhum envolvimento com a política”, diz ele. Apesar da quantidade de políticos no portfólio de clientes, é no meio empresarial e financeiro que o advogado se sobressai. Defendeu a já falecida Eliana Tranchesi, a ex-dona da butique de luxo Daslu, presa em 2005 por sonegação fiscal na ruidosa Operação Narciso, realizada pela Polícia Federal, e o banqueiro Edemar Cid Ferreira, o ex-dono do falido Banco Santos. Hoje Malheiros tem seu ganha-pão defendendo clientes abastados, mas nem sempre foi assim. Ele conta que certa vez recebeu indicação por um juiz para defender um réu que, abordado por quatro policiais, atirou em todos e acabou preso com 30 quilos de maconha. Ao visitá-lo no Carandiru, o cliente disse que na verdade tinha 60 quilos da droga, e que a outra metade, escondida, seria do advogado se ele o tirasse da prisão. Malheiros acabou saindo do caso.
Fonte: Revista GQ

sábado, 30 de agosto de 2014

ASSASSINOS, "ORGANIZADOS" (IMPUTÁVEIS) E "DESORGANIZADOS (INIMPUTÁVEIS)



A diferença entre os chamados assassinos em série 'ORGANIZADOS' e os 'DESORGANIZADOS'. O ASSASSINO ORGANIZADO, tem algumas características que o outro não possui. Se é verdade que esses quadros não são rígidos, ou seja, as características de um tipo podem estar presentes igualmente no outro, verdade também que as características mais sintomáticas, as verdadeiras peculiaridades, se apresentam nesse caso passível de uma melhor definição.

O ASSASSINO ORGANIZADO por exemplo, utiliza-se de um automóvel, outro móvel para a prática do crime, no caso uma motocicleta para levar as vitimas ao local deliberado, utilizando-se assim de um veículo em bom estado. O ASSASSINO DESORGANIZADO, vive e trabalha perto do local do crime, cometendo-o invariavelmente sob o influxo de um surto psicótico.

O criminoso organizado acompanha o desenrolar do noticiário e das investigações de seus crimes pela imprensa. O ASSASSINO DESORGANIZADO, não por isso prática um crime mais primitivo, menos sofisticado e é mais facilmente detido pela polícia. Elemento que caracteriza o matador em série "ORGANIZADO" a de que após o crime ele muda de emprego ou deixa a cidade. O 'DESORGANIZADO'- como o nome já diz- não altera quase nada o seu modo de vidam facilitando a captura policial,

O assassino 'ORGANIZADO', comete um 'crime preparado'-, enquanto o 'DESORGANIZADO', prática um ' delito espontâneo'. O "criminoso desorganizado' não, seu delito é espontâneo, a vitima pode ser sua conhecida.

O criminoso ORGANIZADO, mantém uma ' conversação elaborada', com a vitima, enquanto o 'DESORGANIZADO' 'pouca ou nenhuma conversação'. Conforme a unânime literatura sobre o assunto, trata-se, no caso, de possíveis 'psicopatas' e não dos 'psicóticos' que são aqueles criminosos 'DESORGANIZADOS' que padecem verdadeiramente de uma doença mental.

É que o criminoso psicopata- 'organizado', portanto - mantém 'longo diálogo possível com a vitima', enquanto o outro mantém 'pouco diálogo', Os criminosos psicopatas são sociáveis superficialmente.

No caso dos criminosos psicopatas, 'o suicídio é raro após o crime' e os criminosos' procuram escapar da policia, enquanto os criminosos psicóticos 'suicidam-se frequentemente após o crime' e denunciam-se ou deixam se prender sem resistência.

Uma característica do assassino ORGANIZADO, praticar sexo antes da morte, e não posteriormente como o faz geralmente o assassino DESORGANIZADO. O DESORGANIZADO é de imprevisto.

Assassino ORGANIZADO a vitima e desconhecida, que ele não conhecia até o momento antes da morte, enquanto o DESORGANIZADO pode matar pessoas que lhe são próximas, do cotidiano convívio.

O assassino ORGANIZADO em linhas gerais é chamado de psicopata. Psicopata configura-se em uma grande massa dos criminosos comuns que estão encarcerados e, psicopata, não confundamos, não é doente mental. O doente mental é psicótico, que é o criminosos DESORGANIZADOS. Então o criminoso psicopata recebe um conceito técnico de imputabilidade, ou seja, os atos por ele praticados devem ser-lhe imputados e ele, portanto, responsabilizado penalmente. O criminoso psicóticos recebe a imputabilidade, não sendo ele responsabilizado penalmente pela prática de tais atos.

Tabela de Bourgoin

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DIFERENÇA ENTRE 'SERIAL KILLER', 'MASS MURDER" E 'SPREE KILLER'

SERIAL KILLER


O serial-killer não é uma pessoa que meramente sofre de um transtorno de personalidade. Até é difícil entendermos a natureza de tal transtorno uma vez que a expressão é por demais ampla, 'larga como luva de maquinista', onde cabem as mãos de todos os conceitos e teorias.

ORIGEM DO TERMO 'SERIAL KILLER'


Serial Killer, é um termo criado nos EUA na década de 1970, que se popularizou nos anos de 1980.

DIFERENÇA ENTRE 'SERIAL KILLER', 'MASS MURDER" E 'SPREE KILLER'

MASS MURDER



Um 'MASS MURDER' mata ao menos quatro pessoas, mas que são frequentemente de sua família, ou ex-colegas de trabalho, ou mata tal número de pessoas no mesmo endereço e durante o mesmo evento, sem que as tenha elegido especificamente. O elemento intencional é sempre o mesmo, a despeito do número de vitimas. O sujeito executa reiteradamente em um mesmo episódio o pai, a mãe e os avós e os filhos que estavam em casa, por exemplo.

Exemplo: Caso Oliver Huberty que, em Julho de 1984, entrou em um Mc Donald's de San Isidro, matando 21 pessoas e ferindo outras 19 pessoas.



SPREE KILLER



Se aproxima mais do perfil do matador em série, porque mata várias pessoas, geralmente em endereços diversos, podendo fazê-lo em pequenos atos que protagonizem, na verdade, um grande episódio.

Exemplo: Alguns ex-combatentes de guerra nos EUA, que um dia tomam de um fuzil ou metralhadora e por 15 ou 20 minutos saem disparando nas ruas de uma pequena cidade, matando quem tiver o azar de encontrá-los.

O que é importante notar é que existem, dentre outras, algumas diferenças entre tais categorias de homicidas.

O clássico assassino de massa (mass murder) e o spree killer, não se importam com a identidades das vitimas, porque matam aquelas que tiveram a infelicidade de encontrá-los.

No caso do MASS MURDER, acontece mais frequentemente de serem membros da própria família ou com ex-colegas de trabalho, como dizíamos. Mas o SERIAL-KILLER, não e do tipo "organizado
", tem grande controle dos acontecimentos, matando com requinte e total domínio da situação coisas que não se dá com os outros criminosos. O SPREE KILLER, por exemplo, não tem domínio sobre a situação que criou.

Gostou?

Nosso próximo post, vamos dar continuidade no assunto, vamos falar dos 'ASSASSINOS, "ORGANIZADOS" (IMPUTÁVEIS) E "DESORGANIZADOS (INIMPUTÁVEIS)

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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Senado Federal oferece cursos a distância grátis

O Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), órgão do Senado Federal, oferece cursos a distância, todos gratuitos, tanto para os servidores da Casa, como para a população em geral.
São ofertados cursos sem tutoria (sempre abertos para matrícula e sem limite de vagas), semitutoriados e com tutoria (possuem limites de vagas, há processo seletivo e são ofertados em épocas específicas).
Por serem cursos livres de capacitação, eles não necessitam e não contam com a chancela do Ministério da Educação. O ILB fornece, aos aprovados, certificado e declaração (com o conteúdo programático) emitidos eletronicamente e impressos pelo próprio aluno. Os certificados serão emitidos após 60 (sessenta) dias da efetivação da matrícula.
Bom estudo!