sexta-feira, 18 de abril de 2014

40 dicas para quem quer fazer cursos online

Há alguns anos, a ideia de fazer um curso online parecia ser a maior roubada do mundo. Além dos altos preços, a maioria dos consumidores também esperava encontrar métodos de ensino precários e falta de recursos para realmente aprender aquilo que procuravam. Hoje em dia, porém, a situação está completamente diferente. Não apenas os alunos, mas também as universidades começam a levar a sério aquilo que é considerado por muitos a maior revolução educacional dos últimos anos.
Se você está prestes a se aventurar no mundo dos cursos online ou já experiente no assunto e deseja aproveitar ainda mais todos os recursos e benefícios que a educação online pode trazer, confira 40 dicas que podem ajudá-lo:
1. Trate como uma aula real
Para aproveitar realmente tudo aquilo que um curso online tem a oferecer você deve encará-lo com a mesma responsabilidade e atenção que dedicaria a um curso tradicional. O fato de não ter professores ou colegas de sala presentes não significa que são menos relevantes, da mesma maneira como o preço do curso ou a gratuidade também não devem ser fatores relevantes para sua dedicação. Você conseguirá alcançar resultados muito melhores em seu aprendizado se tiver essa disciplina.
2. Escolha cursos que ofereçam aplicações práticas
Escolher um curso online exige tanta atenção quanto qualquer outra escolha acadêmica. O seu tempo e esforços são valiosos demais para investi-los em atividades que não trarão nenhuma aplicação prática em seu trabalho ou atividades cotidianas. Não se deixe levar pela empolgação de uma oportunidade gratuita ou a de fazer um curso internacional em uma escola renomada sem antes analisar se essas aulas serão realmente úteis no futuro. Além de evitar perda de tempo, você também estará poupando esforços e futuras decepções.
3. Aproveite certificados e reconhecimentos
A maioria dos cursos online não oferece diplomas ou outra espécie de certificação pela participação nas aulas. Por esse e outros motivos óbvios você deve aproveitar as oportunidades em que os diplomas são incluídos. Plataformas como o Coursera, por exemplo, não possuem uma regra geral para os cursos que oferecem, deixando a critérios dos professores ou universidades a opção de diploma ou não.
4. Identifique as falhas em sua educação
Antes de escolher um curso online, uma atitude esperta é identificar quais são suas principais carências educacionais e aquilo que você realmente necessita trabalhar, diferenciando os resultados daquilo que você gostaria de aprender. Se você sabe que tem dificuldades com operações matemáticas, por exemplo, procure se concentrar nesses problemas antes de tomar outros cursos que são de seu interesse particular, mas não apresentam uma demanda imediata pelos conteúdos oferecidos.
5. Faça perguntas
Os cursos oferecem uma enorme quantidade de conteúdos aos estudantes, mas isso não significa que você estará imune às dúvidas ou questionamentos. Mesmo que as plataformas sejam excelentes em suas metodologias, nenhuma prática irá substituir a presença real de um professor e a interação ao vivo com ele em sala de aula. Por conta disso, é importante que você aproveite todas as oportunidades disponíveis para resolver suas dúvidas e fazer perguntas que possam surgir durante as horas de estudo. Anote aquilo que deseja apresentar ao professor para não se esquecer de nenhum questionamento.
6. Faça as leituras
Como qualquer outra aula, os professores irão solicitar que os alunos façam leituras básicas como preparação para os estudos e aprofundamento daquilo que é visto. Essa parte do curso não é opcional ou descartável, pelo contrário, é fundamental para seu aprendizado e desenvolvimento real.
7. Use-o como complemento
É possível que um curso online não seja suficiente para atingir seus objetivos acadêmicos. Nesse caso, você deverá procurar uma opção que ofereça certificação válida em sua área de atuação. Isso não significa que você deve dispensar ou abandonar os cursos que estiver fazendo ou pretende fazer, pelo contrário, você pode usá-los como complemento para os estudos, já que oferecem conteúdos extras e perspectivas diferentes do que as vistas em sala de aula tradicional.
8. Trabalhe com outras pessoas
Mesmo que você não tenha como desenvolver relacionamentos com colegas de classe em um curso online, convide um amigo ou colega de trabalho que também deseja fazer as aulas para ser seu colega de estudos.
9. Fortaleça habilidades básicas
Um curso de arte moderna ou programação pode parecer uma ótima complementação para seu currículo. Por outro lado, aulas mais básicas podem ser muito mais úteis para sua rotina de trabalho e exigências diárias.
10. Explore alternativas de carreira
Se você sonha em mudar de carreira ou de área em sua atuação atual, um curso online pode ser o primeiro passo ideal na busca por esse objetivo.
11. Aproveite as oportunidades de emprego
Algumas plataformas oferecem parcerias com empresas para a distribuição de currículos. Um exemplo dessa iniciativa é o Udacity, que não cobra nada pelo serviço.
12. Aumente o currículo
Um dos maiores benefícios de um curso online é a possibilidade de incluí-lo em seu currículo. O nome de universidades como Harvard e Yale em seu CV pode fazer uma enorme diferença na hora da contratação.
13. Aprimore seu portfólio
Muitos cursos online irão oferecer oportunidades de aperfeiçoamento de suas habilidades práticas, o que significa que você poderá aprimorar seu portfólio com trabalhos de melhor qualidade e destaque.
14. Desenvolva habilidades de administração e negócios
Mesmo os trabalhos mais artísticos demandam certa capacidade de administração e até mesmo negociação. Independentemente do tipo de emprego em que você atua, procure desenvolver o básico de habilidades práticas como estas, já que elas farão toda a diferença em momentos decisivos para sua carreira.
15. Demonstre o que você aprendeu
De nada adianta seu esforço no curso se os resultados não puderem ser comprovados pelas pessoas que fazem diferença em sua carreira, como seu chefe ou um empregador em potencial.
16. Seja criterioso
Há centenas de cursos gratuitos disponíveis na internet, mas você não pode ser imprudente e escolher apenas pelo preço ou popularidade. Seja criterioso e saiba seus limites de tempo.
17. Fique atento às tendências
Certas habilidades e conhecimentos são extremamente populares entre os empregadores em determinado momento. Quando for escolher seu curso, opte por aquilo que é tendência em sua área de atuação.
18. Não tenha pressa
A disciplina e organização são fatores essenciais para o sucesso de seu curso, mas a flexibilidade desse tipo de aprendizagem permite que você tenha mais liberdade para aprender de acordo com o seu tempo e ritmo.
19. Faça anotações práticas para seu trabalho
Durante as aulas, busque identificar conceitos e dicas específicas que se encaixam com as demandas de seu emprego. Procure anotá-las com cuidado para que sejam úteis e bem aplicadas na hora da necessidade.
20. Encontre um mentor real
Uma boa iniciativa durante os estudos em um curso online é encontrar alguém que possa servir como um mentor real ou presencial para seu desenvolvimento. A ajuda e experiência dessa pessoa farão toda a diferença para seu desempenho.
21. Fale com o autor dos materiais ou professor
Não seja tímido. Procure conversa o máximo que conseguir com seu professor ou o criador dos materiais. Essa pessoa poderá oferecer conselhos e ajuda extra para suas necessidades.
22. Saiba os prós e contras
Não se deixe levar pela propaganda dos cursos online. Como em qualquer outra escolha importante, você deve olhar para as oportunidades de maneira crítica, optando por aquilo que seja mais conveniente e benéfico para sua carreira.
23. Procure por outros recursos
Você pode aprimorar ainda mais sua experiência educacional com outros materiais, incluindo livros e aulas aleatórias que não fazem parte do seu curso.
24. Encontre uma fonte de motivação
Seja necessidades concretas em sua carreira ou uma vontade de aprender algo diferente, é importante que você tenha uma fonte concreta de motivação para concluir seu curso online.
25. Pesquise as habilidades necessárias
O conhecimento é ótimo, mas, para a prática, certas habilidades não-teóricas são essenciais. Busque identificar e desenvolver as necessárias para que você não esteja preso apenas naquilo que leu e tenha flexibilidade para aplicar seus conhecimentos da melhor maneira possível, de acordo com as necessidades de cada situação.
26. Aprenda mais sobre informática
Mesmo que você não trabalhe na área de tecnologia, certos conhecimentos e habilidades em informáticas são essenciais. Desenvolver essas capacidades pode ser uma medida essencial para o seu sucesso profissional.
27. Compartilhe sua experiência
Como você conheceu os cursos online? Provavelmente algum amigo indicou a oportunidade para você a partir das próprias experiências, não é mesmo? Além de contribuir para o desenvolvimento de outras pessoas, você estará aumentando ainda mais seu alcance e influência.
28. Respeite seu estilo de estudo
Cada pessoa tem preferências e características específicas em seu estilo de estudo. Isso significa que algumas metodologias funcionam melhor para alguns, enquanto para outros são um completo fracasso.
29. Pesquise antes de começar
O curso pode ser gratuito, mas ainda assim exige o investimento de seu tempo e esforço. Isso significa que, se você valoriza esses dois fatores, deve pesquisar criteriosamente as opções para não cair em uma frustração facilmente evitável.
30. Avalie seu progresso
É fácil se sentir desanimado com materiais de leitura ou exercícios desafiantes. Em momentos como este, avaliar o quanto você já progrediu é uma maneira excelente de encontrar motivação e identificar possíveis deficiências que precisam ser atendidas para que você realmente se desenvolva.
31. Não deixe nada para trás
Mesmo que você esteja atrasado com os materiais do curso, não deixe nada para trás. Ignorar determinadas lições ou conteúdos pode prejudicar os resultados futuros de seu curso de maneira definitiva.
32. Pesquise, pesquise, pesquise
Nem todos os cursos, plataformas ou metodologias são boas ou compatíveis com as suas necessidades. Antes de fazer suas escolhas, procure a opinião de pessoas que já utilizaram as plataformas e como foram suas experiências.
33. Identifique o que o destaca
Em um processo seletivo, determinadas habilidades podem ser a diferença entre a contratação ou não. Um idioma estrangeiro ou conhecimentos em programação são alguns exemplos de capacidades que podem ser o diferencial que fará você se destacar entre outros candidatos.
34. Use o aprendizado para melhorar suas ideias
Se você deseja ganhar mais destaque no ambiente de trabalho ou aprimorar ainda mais aquilo que faz, use os conhecimentos adquiridos no curso para desenvolver ideias melhores.
35. Os benefícios do anonimato
Nem sempre o anonimato pode ser visto como algo ruim. Em curso online, por exemplo, ele pode proporcionar a confiança para que você assuma riscos e faça perguntas que dificilmente faria em um curso tradicional.
36. Invista horas em seus estudos
Mesmo que o curso não ofereça diplomas ou alguma forma de avaliação você deve investir horas em seus estudos fora dos momentos de classe.
37. Transforme em hábito diário
Uma das melhores maneiras de desenvolver disciplina e motivação é tornar o curso e as horas de estudo partes de sua rotina diária de atividades.
38. Refresque sua formação
Se você se formou há um bom tempo e deseja atualizar os conhecimentos e refrescar a memória, um curso online em sua área de atuação pode ser a opção ideal.
39. Use recursos online
Há muito recursos online fora das plataformas que podem ser utilizados para seu desempenho e organização. Aplicativos móveis, sites de busca e bibliotecas online são algumas das oportunidades.
40. Seja confiante
Se você não confia no curso ou no método de ensino, então dificilmente levará a experiência a sério.
Aproveite estas dicas!

Como montar um ambiente de estudo em casa

Ter um lugar para estudar em casa é básico quando estamos estudando. Segue as seguintes dicas para montar um ambiente de estudos eficiente em casa:
1. Tenha um canto só seu, não importa se não for um cômodo inteiro
É muito chato ter que levar todo o seu material para a mesa de jantar e depois ter que guardar novamente. Procure estabelecer um canto da casa como o seu canto de estudo, nem que seja mínimo.
2. Tenha uma mesa e uma cadeira
Pode parecer óbvio, mas quantas pessoas não estudam deitadas na cama? Existem mesas bem pequenas que podem ser encaixadas em qualquer cantinho, especialmente aquelas mesas próprias para computador que são vendidas em grandes lojas. Não precisa ser nada caro ou sofisticado. A importância de ter uma mesa é, muito além da ergonomia, a oficialização do seu cantinho. E uma cadeira que deixe seu corpo confortável também é indispensável.
3. Cuide da iluminação
Se puder escolher o lugar onde colocará a mesa, priorize o local próximo à janela. Mesmo assim, tenha uma luz em sua mesa – pode ser uma luminária simples. Cuidar da iluminação conservará a sua visão. Eu inicialmente coloquei um abajour na minha mesa, e só depois comprei uma luminária mais focada. Contar somente com a luz do lustre é um desastre.
4. Organize seu material
Faça o melhor possível para manter seu material organizado. Se puder adquirir uma estante ou outra solução de armazenamento, melhor. Se não tiver como, vá se virando com os recursos que você tem disponíveis. O importante é manter seu material organizado, tudo junto, colocando os papéis em pastas separadas por categorias, livros do mesmo assunto alocados juntos etc.
5. Providencie o seu silêncio
Quis escrever assim porque o silêncio não depende só da gente quando moramos com outras pessoas, então precisamos dar um jeito para conseguir providenciá-lo. Se puder fechar a porta e se isolar enquanto estuda, excelente!  Se precisar estudar na sala ou em outro ambiente com outras pessoas, providencie um abafador de ruídos para usar nos ouvidos! Há aqueles mais simples vendidos em farmáciamas, se você quiser ir além, pode comprar os abafadores maiores em lojas de materiais industriais, que os profissionais usam ao lidar com grande ruído. É a melhor solução nesse caso.
Com esses cinco passos, acreditamos que já seja possível montar um canto de estudos satisfatório na sua casa. Você concorda?


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

MA: mulher de 67 anos se alimenta de "quentinhas" rejeitadas por presos



Geni vai todos os dias a Pedrinhas buscar marmitas recusadas pelos detentos


"Não é resto de comida, não: é comida que os presos não querem", faz questão de observar dona Geni Foto: Janaina Garcia / Terra
"Não é resto de comida, não: é comida que os presos não querem", faz questão de observar dona Geni
Foto: Janaina Garcia / Terra
"riqueza" que a governadora Roseana Sarney (PMDB) atribuiu a seu próprio Estado na semana passada para justificar a recente onda de violência parece não ter chegado a pelo menos uma moradora de São Luís.
No final da tarde, todos os dias, Geni Farias, 67 anos, espera na porta principal do Complexo Penitenciário de Pedrinhas que um funcionário a atenda. A sacola vazia debaixo do braço, no entanto, é um sinal de que não está ali para visitar algum parente encarcerado: o périplo é para buscar comida. No caso, comida recusada pelos presos.
Terra conversou com Geni nessa quinta-feira, dia em que um princípio de rebelião no Centro de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ), por pouco, não frustra a viagem da lavadeira. Nos últimos dias, ela contou, a greve de fome de parte dos presos facilitou que as sobras das quentinhas fossem mais generosas.
“Moro sozinha e lavo roupas, quando aparece algo. Dá uns R$ 15, R$ 20, e meu filho quando pode, me ajuda com algum trocado”, disse, ela que mora nas imediações de Pedrinhas e tem ainda uma filha no interior. Viúva, ex-empregada doméstica (“o último patrão era doutor –médico --, mas faliu e me dispensou”) e sozinha em casa, ela não falou em tom de lamento sobre os restos que busca. Pelo contrário.
“É bom, né? Ou tem peito e coxa de frango, arroz e feijão, ou tem macarrão. Às vezes vem uma carne fininha, que tiram do estômago do boi, aí também não gosto. Nem os presos gostam. Mas acho que eles não comem mesmo é porque enjoaram: é sempre o mesmo tipo de comida”, constatou.
Nos últimos dias, continuou a idosa, “sobrou mais comida” com a greve de fome promovida por mais de cem detentos de três alas da penitenciária de segurança máxima São Luís 1, uma das oito unidades prisionais contidas em Pedrinhas.
“Venho aqui há quatro meses. Mas não é resto de comida, não: é comida que os presos não querem”, ela faz questão de observar.
Comissão do Senado constatou greve de fome
A greve de fome dos presos veio a público na última segunda-feira (13), durante uma visita da Comissão de Direitos Humanos do Senado a parte do complexo –a algumas alas o acesso dos parlamentares não foi possível devido à precariedade das condições internas de segurança. Em Pedrinhas, estão infiltradas ao menos cinco facções do crime organizado; em unidades como o CCPJ, onde ocorreu ontem a rebelião, estão separados os presos pertencentes ao Bonde dos 40 e ao Primeiro Comando do Maranhão.
Segundo funcionários da Central de Triagem de Pedrinhas, ontem, no complexo, a rebelião contida ainda durante a tarde por agentes da Força Nacional de Segurança e policiais da Tropa de Choque teria sido contra a militarização da unidade (ocupada pela FNS e pela PM desde o fim do ano passado) e pela revisão de processos dos presos. Familiares do lado de fora do complexo reclamavam que pessoas ainda em regime fechado já teriam autorização judicial para cumprir pena no semiaberto, ou mesmo no aberto.
Na quarta-feira, um mutirão composto por Ministério Público Estadual, Tribunal de Justiça e Defensoria Geral do Estado deu início à revisão dos processos dos presos –cerca de 1.500 provisórios (ou seja, à espera de julgamento) nos pouco mais de 2.100 presentes em Pedrinhas. Inicialmente, serão revisados os casos de presos da capital.
No próximo dia 27, chegam ao Maranhão defensores públicos de outros Estados para auxiliar na tarefa. O mutirão tem previsão de seguir até 13 de abril deste ano.

terra

Polêmica: novo método americano de execução faz condenado agonizar por 20 minutos antes de morrer

Testemunhas afirmaram que Dennis McGuire pareceu lutar após receber injeção letal 

Do R7, com Reuters
Dennis McGuire foi cobaia de novo método de injeção letal nos EUAMontagem/AP
Um homem condenado por estupro e assassinato entrou em convulsão e pareceu lutar para respirar durante a sua execução em Ohio na quinta-feira (16), depois que um método de injeção letal com duas drogas foi usado pela primeira vez nos Estados Unidos, de acordo com testemunhas da mídia.
Dennis McGuire, de 53 anos, que foi condenado à morte depois de ter assassinado uma mulher que estava grávida de sete meses em 1989, foi o terceiro homem executado nos Estados Unidos neste ano.
McGuire recebeu uma combinação do sedativo midazolam e do analgésico hidromorfona, uma mistura que o Estado de Ohio criou como segunda opção, já que está tendo dificuldade para obter o pentobarbital, uma droga cujo fabricante tem levantado objeções ao seu uso em execuções.
McGuire foi declarado morto às 10h53 em uma prisão estadual, afirmou o Departamento de Ohio de Reabilitação e Correção em comunicado.
Um repórter do Dayton Daily News, que estava presente na execução, disse: "Às 10h29, seus olhos rolaram para trás como se estivesse indo dormir e às 10h35 McGuire, que parecia estar inconsciente, entrou em convulsão, parecia engasgar e lutava para respirar."
A porta-voz da prisão, JoEllen Smith, não quis comentar sobre a descrição dada pelo repórter e outras testemunhas de que McGuire estava com dificuldades para respirar após a administração das drogas.
Membros da família de McGuire que testemunharam sua execução foram vistos chorando e um deles, um homem, teria dito "como isso pode continuar por tanto tempo?", segundo o Daily News.
Advogados de McGuire argumentaram em um apelo de última hora rejeitado na segunda-feira por um juiz federal que a combinação de drogas nunca antes usada iria colocá-lo em risco substancial de dor intensa e incapacidade terrível de obter fôlego antes de perder a consciência durante a execução.
Ele foi condenado pelo estupro, sequestro e assassinato em 1989 de Joy Stewart, cujo corpo foi encontrado por alpinistas em bosques de Ohio um dia depois de ela ter sido vista conversando com McGuire, de acordo com registros do tribunal.

STJ - Mantida condenação de Delúbio Soares por improbidade administrativa

A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares de Castro pelo crime de improbidade administrativa. Delúbio recebeu, por vários anos, o salário de professor da rede pública do estado de Goiás sem ter exercido suas atividades em sala de aula e sem estar legalmente afastado. A fraude era cometida por meio de atestados de frequência assinados por duas funcionárias, que também foram condenadas.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), Delúbio recebeu no período de setembro de 1994 a janeiro de 1998 e de fevereiro de 2001 a janeiro de 2005 os salários relativos ao cargo de professor da rede estadual de ensino goiana sem ter exercido a profissão, causando um prejuízo de mais de R$ 160 mil aos cofres públicos.
A sentença de primeiro grau condenou Delúbio a ressarcir ao erário o valor de R$ 164.695,51. Na mesma decisão, foram condenadas solidariamente as duas rés envolvidas na fraude, Neyde Aparecida da Silva e Noeme Diná Silva. Os três condenados apelaram da condenação, mas o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) negou provimento ao recurso, mantendo a sentença que reconheceu o prejuízo ao erário estadual nos valores estabelecidos e a responsabilidade dos três envolvidos.
A decisão do TJGO também acolheu, em parte, o recurso do MP para reconhecer o ato de improbidade de Delúbio e Noeme Diná na modalidade dolo, bem como para acrescentar à sentença as penas previstas na Lei de Improbidade Administrativa: suspensão dos direitos políticos pelo prazo de oito anos, a contar do trânsito em julgado do acórdão; multa civil no valor de seis salários de professor a cada um deles e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de dez anos.
O TJGO concluiu: “Reconhecido o dolo no exercício da função do réu que fora indevidamente licenciado pela Secretaria de Educação do Estado em virtude de falsas declarações de presença em sala de aula assinadas pelas segunda e terceira requeridas, presidentas do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás - Sintego, deverão ser condenados pelos atos imorais e ilegais, de acordo com a Lei de Improbidade Administrativa.”
A defesa de Delúbio recorreu ao STJ sob o argumento de prescrição das parcelas anteriores aos cinco anos que antecederam o inicio da ação. Alegou também não ter sido configurado o dolo e não ter sido observado o princípio da proporcionalidade/razoabilidade na aplicação das penas. Todavia, o relator do processo, ministro Cesar Asfor Rocha, não acolheu as alegações.
Para Cesar Rocha, a tese da prescrição não pode ser analisada porque não teria havido o prequestionamento. Além disso, pretender que o ressarcimento se restrinja aos cinco anos anteriores ao início da ação, por incidir a prescrição, “não encontra amparo na jurisprudência do STJ”, ressaltou o ministro.
O relator também salientou que a alegação de ausência de provas de dolo ou má fé não tem cabimento, “por despontar, com uma clareza solar, a mais não poder, a presença desses elementos na ação”.
Quanto ao argumento de falta de proporcionalidade e razoabilidade na aplicação das penas, o ministro concluiu: “As penas aplicadas foram bem dosadas, ajustando-se, com acurada harmonia, aos atos ímprobos cometidos pelo recorrente. As condenações impostas têm esteio na norma de regência e em motivações precisas contidas no voto condutor do aresto, que destaca, de modo irrefutável, a gravidade dos fatos, bem como a ilegalidade e a imoralidade da conduta dolosa e reiterada do réu”.
Processo relacionado:
Fonte: Superior Tribunal de Justiça

O 1º serial killer brasileiro

Preto Amaral assombrou a São Paulo dos anos 20 com seus crimes de estrangulamento, morte e estupro. Nessa ordem


Numa bela tarde de 1927, o rapazinho Antônio Lemos passeava pelos agitados arredores do Mercado Municipal de São Paulo quando foi abordado por um senhor negro, que se ofereceu para lhe pagar um almoço. Conversa vai, conversa vem, os dois partiram num bonde rumo à Lapa. Foi o último bonde de Antônio, a terceira vítima do Preto Amaral, que entrou para a história nacional da infâmia como o primeiro serial killer brasileiro.
Nascido no interior mineiro em 1871, José Augusto do Amaral era filho de escravos. Livre aos 17 anos, quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, entrou para o Exército. Era uma das poucas ocupações disponíveis para ele num país ansioso de ser embranquecido por imigrantes.
Depois de rodar o Brasil como voluntário da pátria, aos 56 anos Amaral estava vivendo de bicos em São Paulo. Tinha tudo para morrer no anonimato até que, em 1927, foi preso, acusado de 3 homicídios. Confessou todos. Segundo seu depoimento, ele seduzia, depois asfixiava, para então estuprar o cadáver das vítimas – todos homens. A imprensa delirou; os jornais traziam manchetes sobre o “monstro negro”, o “diabo preto”, o “estrangulador de crianças”.
Na verdade, Antônio Sanches, a primeira vítima, já contava 27 anos. Em seu depoimento, Amaral afirma que o encontrou nos arredores da praça Tiradentes e que a vítima lhe pediu fósforos. Depois de tomarem café num botequim próximo, Amaral teria convidado o rapaz para ver um jogo de futebol. O corpo foi encontrado próximo do aeroporto do Campo de Marte, na zona norte.
A vítima seguinte, José Felippe Carvalho, tinha 10 anos quando morreu, na véspera do Natal de 1926. Amaral atraiu o menino dando de presente alguns dos balões que vendia na região do Canindé. José foi encontrado 13 dias após a morte, já sem os membros superiores. Antônio Lemos, o rapaz do bonde, tinha 15 anos. Quando seu corpo foi localizado, a polícia se deu conta de que São Paulo tinha um assassino serial.
Amaral só foi capturado graças a Roque Piccili, um engraxate de 9 anos. Ele levou o menino para debaixo de uma ponte e estava estrangulando o coitado quando ouviu vozes, se assustou e fugiu. Ao retornar, não encontrou a quase vítima, que a essa hora já estava na delegacia mais próxima delatando seu quase assassino.
Consta que os jornais continuaram a noticiar homicídios semelhantes, mesmo depois da prisão de Amaral, aumentando sua lenda. Frustrando a população, que clamava por linchamento ou uma execução, Amaral morreu de tuberculose antes de ser julgado, 5 meses após a prisão, na cadeia pública de São Paulo.

Grandes momentos

• Encartada no processo criminal nº 1670/1927, a avaliação do psiquiatra que examinou Amaral leva em consideração seu pênis grande como “indício de sua bestialidade”. Na época, era comum relacionar o tamanho do pênis do criminoso com o tamanho do crime.
• O caso de Amaral rendeu livros, tese de mestrado e peça de teatro. Na ala dedicada aos criminosos sexuais no Museu do Crime, em São Paulo, ele aparece com destaque.
• Amaral serviu no Brasil inteiro: Rio Grande do Sul, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso – na Guerra de Canudos (1897), chegou a tenente.

Super

Mãe suspeita de mentir doença de filhos é investigada em São Paulo

História de mãe que levou filha a rádio no ES foi denunciada como falsa.
Secretarias municipais de Jandira e Conselho Tutelar apontam fraude.


Larissa ao lado da mãe Marlete em programa de rádio no Espírito Santo (Foto: Juliana Borges/G1 ES)Larissa ao lado da mãe Marlete em programa de rádio no Espírito Santo (Foto: Juliana Borges/G1 ES)
A história de uma mãe que luta para curar sua filha vítima de leucemia, levada ao ar em um programa de rádio no Espírito Santo, é apontada como falsa por órgãos públicos dos estados de São Paulo e Espírito Santo. Com o objetivo de receber dinheiro e doações, Marlete Oliveira Alves é suspeita de falsificar laudos médicos atestando que a menina de seis anos tem câncer.
Conselheiros tutelares paulistas e as secretarias municipais de Jandira, na Grande São Paulo, afirmam que a mulher mentiu ao pedir ajuda financeira para a menina Larissa. Quando confrontada com evidências, Marlete negou as falsificações e em seguida desapareceu de Jandira levando os filhos. Ela deverá ser ouvida pela polícia.

Marlete responde a um inquérito aberto na delegacia de outra cidade da Grande São Paulo, Barueri, por falsificação de documento público. "Na verdade, há um inquérito instaurado contra Marlete porque ela teria falsificado a assinatura da médica", disse o delegado titular de Barueri, Hélio Bressan. O procedimento foi aberto em abril de 2013 e também envolve o uso fraudulento do carimbo da médica.

Marlete, que tem 41 anos, começou a ficar conhecida entre os servidores públicos de Jandira nos quatro primeiros meses de 2013. Mãe de Larissa, de 6 anos, e de Luan, de 8 anos, ela dizia que o marido, Antonio Carlos Pires, havia morrido da mesma doença que estava acometendo seus filhos. Em checagem do
 G1, o CPF de Pires consta como ativo. Além disso, segundo o Ministério da Saúde não consta que ele tenha morrido.No Espírito Santo, a criança foi levada até a rádio Gazeta AM pela mãe com a finalidade de "realizar o sonho de cantar ao vivo", pois estaria em fase terminal no tratamento do câncer. Publicada peloG1 ES, a história foi denunciada como falsa por leitores.
Documentos revelam que Marlete, nascida em Barra do Macaé, no Rio de Janeiro, em 9 de março de 1972,  transferiu o título de eleitor para Jandira em abril de 2013. A carteira de trabalho, emitida em 2009, com carimbo de Casimiro de Abreu, estava sem registros.
Carta deixada por  (Foto: Reprodução)Carta deixada por Marlete (Foto: Reprodução)
Sem lugar para morar, conseguiu o empréstimo de uma casa onde viveu de graça por três meses, período durante o qual obteve doações de pelo menos 21 igrejas e denominações evangélicas nas quais se batizou. Acumulou entre R$ 8 mil e R$ 10 mil em dinheiro, eletrodomésticos e móveis, de acordo com o relato de testemunhas.
Marlete sumiu de Jandira levando as duas crianças durante a madrugada do dia 1º de maio, logo após o Conselho Tutelar buscar a guarda das crianças. A medida foi tomada após a constatação, em 30 de abril, pela Secretaria da Educação, de que que os laudos médicos que a mãe apresentava eram falsos.
A história de Marlete começou a desmoronar por causa das exigências que ela começou a fazer para manter as crianças matriculadas na rede municipal de Jandira. A mãe raspava a cabeça da menina, enviava medicamentos para serem administrados sem receita médica e tentava controlar a alimentação fornecida pela escola, segundo a supervisora de ensino da Secretaria Municipal de Educação de Jandira, Roseli Vieira Costa.
"Chamamos a mãe para uma conversa. Ela disse que o pai das crianças havia morrido na Páscoa, de câncer. Fomos investigar. No cartório, não encontramos nada. Procuramos o Hospital de Barueri com os laudos que ela tinha entregado na escola. O pessoal de Barueri ficou bastante assustado. A médica em questão na hora disse que os laudos eram falsos e fez um boletim de ocorrência", relata a secretária Roseli Costa.

"Voltamos para Jandira, investigamos mais um pouco, entramos em contato com a Ação Social. Passamos as informações que havíamos recolhido em Barueri. Entramos em contato com o Conselho Tutelar, que foi até a escola para pegar a guarda dessas crianças porque ela estava usando as crianças de forma insensível. Aí ela sumiu", conta Roseli.
Casa onde Marlete morou em Jandira  (Foto: Roney Domingos/ G1)Casa onde Marlete morou em Jandira
(Foto: Roney Domingos/ G1)
Estratégia
O ex-conselheiro tutelar Wagner de Oliveira Thomaz afirma que quando Marlete percebeu a possibilidade de perder as crianças, insistiu em levá-las primeiro ao pronto-socorro de Jandira, onde a menina tomou soro das 18h às 2h do dia seguinte.
"Nós fomos até a escola determinados a afastar as crianças dela, só que a escola queria dar ciência a ela do afastamento e, por lei, a gente tem que fazer isso", comentou Thomaz. Ele afirma que Marlete usou o aviso para criar uma estratégia para fugir com as crianças.
"Na hora que ela compareceu à escola e falou da doença, a criança começou a chorar e apresentar sintomas de que estava passando mal. Ela (Marlete) virou para o conselho e falou: 'Vocês vão cercear o direito à saúde?'. Ela nos acompanhou ao hospital. A criança foi para o soro", comenta o ex-conselheiro.

"Nesse tempo, a gente foi entrar em contato com a delegacia. Chegamos a entrar em contato com o delegado pedindo informações sobre como agir nesse caso. Mas a delegacia disse que precisava ser apurado o crime, primeiro, mas não poderia ser feito pela polícia de Jandira, porque o boletim de ocorrência foi feito em Barueri. Nesse tempo, a criança ficou tomando soro. Ela disse que iria até o hospital de Barueri e provar que o que ela falou não era mentira. Nós fomos. Foi o momento que ela fez a fuga. Já era madrugada. Ela pediu para tomar um banho e dar alimentação para as crianças", relata o ex-conselheiro.

"Foi questão de segundos. O conselho foi atender a uma ocorrência e enquanto isso ela entrou em um carro e desapareceu da cidade. A gente ficou no hospital com ela desde as 18h até as 2h. Assim que ela fugiu a gente notificou o Ministério Público imediatamente. Fomos à delegacia, mas a delegacia estava fechada porque estava dedetizando o prédio. Também notificamos os demais conselhos da região."
Marlete esteve em uma rádio capixaba no dia 18 de dezembro. Disse que os dois filhos, uma menina de 6 e um menino de 9, sofriam de leucemia. A mulher contou que havia vindo de Casimiro de Abreu, no Rio de Janeiro, para uma consulta no Hospital Infantil de Vitória e que uma médica teria dito que sua filha só tinha mais três meses de vida.
Ajudas
Marlete chegou à Secretaria de Promoção Social de Jandira por meio da assistente de recursos humanos Aline Maciel, frequentadora de uma paróquia católica da cidade onde Marlete apareceu pedindo ajuda. A cuidadora da avó de Aline emprestou a Marlete uma casa de dois cômodos e pagava as contas de água e luz.
"Ela falsificou os documentos, porque as crianças não têm leucemia. Quando as pessoas começaram a questionar, no dia seguinte ela não estava mais em casa. Os laudos estão com carimbo do hospital de Barueri. Maio foi a última aparição dela aqui. Ela tinha um jeito muito simples, de gente do interior. Juntando eletrodomésticos, dinheiro e tudo mais, ela conseguiu entre R$ 8 mil e R$ 10 mil. Toda a mobília da casa dela foi doação. A casa estava tampada de brinquedo. Ela deixou tudo para trás. O Luan é saudável, é corado, não aparenta doença."
Aline, que conheceu Marlete em comunidade religiosa e a levou a Cáritas, a secretaria de assistência social  (Foto: Roney Domingos/ G1)Aline, que conheceu Marlete em comunidade
religiosa e a levou a Cáritas,
a secretaria de assistência social
(Foto: Roney Domingos/ G1)
A secretária de Promoção Social e primeira-dama de Jandira, Cáritas Benitez, disse que na primeira visita que fez a Marlete, ela não a deixou entrar na casa. Cáritas disse que chegou a dar R$ 200 para Marlete comprar medicamentos. "Ela se batizou em 21 igrejas. Nos cultos, foi falado do caso dela. As pessoas se sentiram humilhadas e enganadas", diz a primeira-dama.
G1 teve acesso a fotos e documentos que Marlete deixou para trás em Jandira. Em uma carta manuscrita com data de 12 de setembro de 2012 ela lamenta a perda da mãe e afirma que decidiu viver para cuidar de Luan e Larissa "até que eles cresçam e possam tomar suas próprias decisões."  Ela também sentir a perda da mãe: " Sinto tantas saudades de mãe que a dor é insuportável. A vida, as pessoas, o dinheiro que eu tenho, nada tem valor", afirmou.

"Eu sei que se a minha mãe tivesse me ouvindo diria: levante a cabeça, vai passear com Antonio e as crianças, você tem dinheiro, está guardando para quê?"
Em centenas de fotos, Marlete aparece comemorando aniversário das crianças e ao lado de Antonio Carlos Pires, apontado como o pai dos meninos. Nenhum deles usa máscaras, ataduras ou tem sinais externos de doença. Antônio é réu em um processo que tramita do fórum de Carapicuíba em que um banco cobra dívidas de R$ 34,4 mil. Na petição, Pires afirma que buscou os empréstimos para ajudar os gastos médicos de filhos com câncer. As crianças e mãe aparecem também em casas bem construídas, supermercados e churrascos.
Marlete e Antonio durante festa de aniversário  (Foto: Reprodução)Marlete e Antonio durante festa de aniversário (Foto: Reprodução)